
STF autoriza novo rol de visitas a Bolsonaro em prisão domiciliar (Foto: Instagram)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta quinta-feira (10/09/2026) que o sogro do ex-presidente Jair Bolsonaro, Vicente de Paulo Reinaldo, e mais quatro familiares façam visitas durante sua prisão domiciliar. A medida foi tomada para que Bolsonaro conte com apoio próximo nos momentos em que a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, estiver fora da residência em função de compromissos de sua campanha ao Senado pelo Distrito Federal.
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A autorização inclui, além do sogro, a mãe de Michelle, Maisa Torres Antunes; as irmãs da ex-primeira-dama, Geovanna Kathleen Ferreira Lima e Suyane Lanuze Ferreira Lima; e o irmão de Jair Bolsonaro, Renato Antônio Bolsonaro. Até então, só os filhos Carlos Bolsonaro e Jair Renan tinham permissão para visitar o pai em regime domiciliar.
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No despacho, Moraes definiu que as visitas poderão ocorrer às quartas-feiras e aos sábados, nos períodos da manhã e da tarde. A decisão, assinada no próprio dia 10 de setembro, estabelece datas e horários claros, de modo a permitir o acompanhamento familiar constante, porém dentro dos limites previstos para a prisão domiciliar.
Em julho, o ministro já havia endurecido as regras do cumprimento domiciliar de Bolsonaro, restringindo o acesso apenas aos filhos e proibindo encontros com aliados políticos ou manifestações públicas. A defesa apresentou no fim de agosto novo pedido para incluir o sogro e as cunhadas na lista de visitantes, alegando que as ausências frequentes de Michelle — devido a compromissos oficiais e de campanha — deixavam o ex-presidente sem o apoio familiar necessário.
A decisão reforça que os familiares autorizados devem respeitar rigorosamente os horários e a lista aprovada, sem possibilidade de ampliação para outros parentes, e mantém a vedação de manifestações políticas ou uso da prisão caseira como palanque. Bolsonaro segue proibido de receber pessoas fora desse rol e de participar de eventos públicos durante o período de prisão domiciliar.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em caráter provisório, sem data prevista para encerramento, sob condições que visam impedir influências indevidas e preservar a ordem pública. Com a nova autorização, o STF evidencia o equilíbrio entre o direito à convivência familiar e as limitações necessárias ao regime restritivo.






