
Juliette admite “prazer secreto” de comer talco e levanta alerta sobre Síndrome de Pica (Foto: Instagram)
Durante sua participação no programa “Saia Justa”, da GNT, a cantora e ex-BBB Juliette surpreendeu o público ao declarar que costuma comer talco. A fala repercutiu rapidamente nas redes sociais, suscitando alertas de profissionais de saúde sobre a possível relação com a Síndrome de Pica, transtorno associado ao desejo persistente de ingerir substâncias sem valor nutricional.
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O comentário, feito em tom descontraído, chamou a atenção pela frequência com que Juliette afirmou ter o “prazer secreto” de consumir o produto. Especialistas ouvidos destacam que a ingestão de substâncias não alimentares pode sinalizar deficiências nutricionais e justificar uma avaliação clínica detalhada.
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Conhecida como alotriofagia, a Síndrome de Pica caracteriza-se pela vontade contínua de comer elementos como terra, giz, papel, cabelo e talco, sem qualquer valor nutritivo. Embora a declaração de Juliette tenha gerado curiosidade, médicos ressaltam que um diagnóstico exige análise de fatores como frequência, quantidade ingerida e contexto do comportamento.
O nutrólogo Dr. Patrick Ferreira explica que declarações isoladas não bastam para confirmar a condição. “É fundamental entender há quanto tempo ocorre esse hábito, com que regularidade e em que quantidades. Também é preciso avaliar possíveis alterações nutricionais ou fatores emocionais associados ao ato”, afirma o especialista.
Deficiências de ferro, vitaminas e minerais costumam estar relacionadas a casos recorrentes de ingestão de substâncias não alimentares. Segundo Ferreira, investigar componentes como o ferro é importante, mas não significa que toda pessoa com desejo incomum sofra de anemia. A recomendação, diz ele, é conduzir exames laboratoriais antes de qualquer diagnóstico ou suplementação.
O consumo de talco, produto destinado ao uso externo, pode causar irritação na garganta, tosse e vômitos. Se inalado, o pó pode atingir os pulmões e provocar complicações respiratórias. Por isso, profissionais de saúde orientam que quem enfrenta desejos repetidos por substâncias sem valor nutricional procure avaliação médica, realize exames de vitaminas, minerais e siga orientação profissional antes de buscar qualquer tratamento por conta própria.






