
Mila Seidl esclarece liberação legal de medicamento experimental para Lito Sousa (Foto: Instagram)
A esposa do influenciador Lito Sousa, Mila Seidl, publicou nas redes sociais neste sábado (5) que a aprovação para uso de um medicamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob não resultou de qualquer influência de autoridades, empresários ou da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ela reforçou que todo o processo seguiu os trâmites legais estabelecidos em regulamento.
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Mila explicou que a família conduziu diretamente as negociações com a farmacêutica responsável pelo remédio e reuniu toda a documentação necessária com o suporte dos médicos que acompanham Lito. Segundo ela, o pedido foi protocolado dentro das normas previstas em lei, modalidade acessível a qualquer paciente em situação semelhante.
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Ela agradeceu o apoio de quem compartilhou a campanha nas redes sociais, ação considerada fundamental na tentativa de inclusão de Lito em um estudo experimental, opção que parecia a mais rápida e eficaz inicialmente. Contudo, para o acesso ao tratamento, tudo se deu por iniciativa própria da família.
A autorização da Anvisa para importação e uso do medicamento em caráter excepcional saiu na sexta-feira (4). Lito Sousa foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, enfermidade neurodegenerativa rara e progressiva, sem opção de tratamento capaz de interromper sua evolução.
Mila também contestou boatos de que teria recebido privilégios por meio de ministros, empresários ou pessoas ligadas à Anvisa. Ela afirmou que, após reunião com representantes da farmacêutica, foi autorizada a aplicação do remédio na modalidade de uso compassivo, procedimento em que ela mesma acompanhou cada etapa.
Conforme explicou a agência, o parecer extraordinário considerou a rápida progressão da doença e a ausência de patrocinador ou representante oficial do produto no Brasil. O medicamento ainda está em fase pré-clínica, sem estudos clínicos formais em humanos para doenças priônicas.
Antes de optar pelo uso compassivo, a família tentou inscrever Lito em um estudo experimental, mas o ensaio já estava fechado para novos participantes. Diante disso, passaram a buscar outras alternativas, envolvendo instituições nos Estados Unidos e no Brasil, incluindo a FDA, o Ministério da Saúde e a Anvisa.
Segundo dados da própria Anvisa, em 2024 o tempo médio de análise para programas de uso compassivo foi de 15 dias, e 48 solicitações desse tipo foram aprovadas. Mila reforçou que, apesar da urgência, todo o processo foi conduzido de acordo com os procedimentos regulamentados.






