Uma gigante do setor supermercadista brasileiro teve a falência decretada pela Justiça após não conseguir superar uma grave crise financeira. Trata-se do Grupo Ricoy, companhia paulista que chegou a administrar 96 lojas próprias em mais de 70 municípios e empregar diretamente mais de 5 mil funcionários. A empresa acumulou uma dívida superior a R$ 461 milhões antes de ver sua tentativa de recuperação judicial chegar ao fim.
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A decisão envolve 33 empresas ligadas ao grupo. Antes da falência, os credores rejeitaram o plano apresentado para reorganizar as contas. Uma segunda proposta também foi apresentada, mas não conseguiu o apoio necessário para avançar. Entre os valores envolvidos estão aproximadamente R$ 50,7 milhões em créditos trabalhistas, distribuídos entre 2.824 credores, além de R$ 385,9 milhões em créditos comuns e cerca de R$ 24,6 milhões relacionados a micro e pequenas empresas.
O grupo cresceu ao longo dos anos e chegou a reunir diferentes marcas do varejo alimentar, como Amais, Economax, Pão de Mel e Gimenez, além do Vencedor Atacadista. A crise, porém, foi agravada por fatores como aumento da concorrência, juros elevados, despesas logísticas e tributárias e impactos financeiros relacionados à aquisição do Grupo Russi. Com a deterioração do caixa, lojas começaram a fechar e a operação perdeu força.
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Agora, o processo entra em uma nova fase. Com a falência decretada, bens e outros ativos das empresas poderão ser arrecadados e vendidos para levantar recursos destinados aos credores, seguindo a ordem prevista na legislação. Os trabalhadores estão entre os credores, mas os pagamentos não são imediatos e dependerão dos valores obtidos durante o processo de falência.














