Milhões de pessoas na Venezuela receberam um aviso inesperado no celular poucos segundos antes dos fortes terremotos que atingiram o país em 24 de junho. O alerta, enviado automaticamente para aparelhos Android, deu a muitos usuários tempo para deixar prédios e buscar proteção antes da chegada dos tremores mais intensos, mostrando como a tecnologia pode fazer diferença em situações de emergência.
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O sistema desenvolvido pelo Google transforma milhões de celulares Android em pequenos detectores sísmicos. Isso é possível graças ao acelerômetro, sensor presente nos aparelhos que normalmente identifica a posição do dispositivo. Quando o telefone está parado, ele consegue captar as primeiras ondas geradas por um terremoto e enviar essas informações aos servidores da empresa, que calculam rapidamente a localização, a intensidade e a área afetada antes de disparar os alertas para outros usuários.
O Android envia dois tipos de aviso para terremotos com magnitude igual ou superior a 4,5: um alerta de atenção para tremores moderados e outro de ação, exibido em tela cheia com um som de emergência quando há risco maior. Para receber a notificação, o celular precisa estar conectado à internet e com a localização e o sistema de alertas ativados. Segundo o Google, a tecnologia já está disponível em cerca de 100 países e ampliou para 2,5 bilhões o número de pessoas com acesso a alertas antecipados.
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Apesar da eficiência demonstrada em diversos países, o sistema não é infalível. Em fevereiro de 2025, usuários de São Paulo, Rio de Janeiro e do sul de Minas Gerais receberam um alerta de terremoto que acabou sendo um falso alarme. Na ocasião, o Google desativou temporariamente a ferramenta no Brasil, pediu desculpas aos usuários e afirmou que o sistema serve como complemento, e não como substituto dos serviços oficiais de monitoramento.


