A Copa do Mundo de 2026 pode enfrentar um adversário inesperado dentro de campo: o calor intenso. Segundo análises de especialistas em clima, até 93% das partidas previstas para o torneio têm risco de acontecer sob temperaturas acima de 28°C, condição que pode afetar diretamente o desempenho dos jogadores e alterar o ritmo dos confrontos.
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Estudos indicam que temperaturas elevadas reduzem a capacidade física dos atletas, diminuindo a frequência de arrancadas, a distância percorrida e o tempo de recuperação durante os jogos. Com isso, partidas podem se tornar mais lentas, menos intensas e com mudanças significativas nas estratégias adotadas pelas equipes.
A competição será disputada em 16 estádios espalhados pelos Estados Unidos, Canadá e México, totalizando 104 jogos. Pesquisadores alertam que cerca de um quarto das partidas pode ocorrer em condições consideradas inseguras devido à combinação de calor e umidade. Alguns confrontos chegam a ser apontados como candidatos a adiamentos caso as temperaturas atinjam níveis críticos.
Para reduzir os riscos, os organizadores já estudam medidas como a realização de partidas em horários noturnos e pausas obrigatórias para hidratação. Ainda assim, cientistas afirmam que a Copa de 2026 poderá se tornar um dos maiores testes já enfrentados pelo futebol em relação aos impactos das mudanças climáticas, afetando atletas, torcedores e profissionais envolvidos no evento.


