Conhecida popularmente como “vacina do sapo”, a prática do Kambô voltou a chamar atenção mundial após ser associada à morte de participantes e continuar atraindo celebridades, influenciadores e empresários milionários em busca de experiências consideradas alternativas para aliviar o estresse e promover uma suposta limpeza do organismo. Apesar da fama crescente, especialistas alertam para os riscos graves envolvidos no ritual.
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O procedimento utiliza uma secreção retirada da perereca amazônica Phyllomedusa bicolor. Durante a aplicação, pequenas queimaduras são feitas na pele para permitir a absorção da substância pelo organismo. Em poucos minutos, os participantes costumam apresentar reações intensas, como vômitos, tonturas, inchaço, desmaios e fortes desconfortos físicos, efeitos frequentemente descritos pelos adeptos como parte do processo de “purificação”.
Entre os nomes que já relataram experiências com o Kambô estão atores e personalidades internacionais. No entanto, a prática voltou ao centro das discussões após a morte do coach britânico Kristian Trend, de 40 anos, durante uma cerimônia na Inglaterra. O caso se soma a outras ocorrências fatais registradas em diferentes países, aumentando a preocupação das autoridades de saúde sobre os perigos do ritual.
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No Brasil, a comercialização e a divulgação do Kambô foram proibidas pela Anvisa desde 2004 devido à ausência de comprovação científica sobre sua eficácia e segurança. Mesmo assim, o ritual continua sendo procurado em diversos lugares do mundo, impulsionado pela promessa de benefícios físicos e espirituais que seguem sem validação médica.


