O estresse faz parte da rotina de milhões de brasileiros, mas especialistas alertam que o problema pode ir muito além de um simples cansaço emocional. Segundo dados recentes, o Brasil está entre os países mais estressados do mundo, e os efeitos desse desgaste constante podem atingir diretamente o cérebro, alterando funções importantes como memória, atenção e controle emocional.
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De acordo com a psiquiatra Bianca Schwab, quando o estresse se torna frequente e prolongado, o cérebro permanece em estado de alerta contínuo. Essa condição interfere na regulação do humor, do sono e das emoções, além de aumentar o risco de transtornos como ansiedade, depressão e insônia. O excesso de hormônios liberados durante esse processo também pode prejudicar áreas cerebrais ligadas à concentração e à memória.
A especialista explica que o impacto não fica restrito à saúde mental. Com o passar do tempo, o estresse crônico pode favorecer processos inflamatórios, elevar a pressão arterial, enfraquecer o sistema imunológico e aumentar o risco de diferentes problemas de saúde. Embora nem toda pessoa estressada desenvolva doenças, a condição é considerada um fator de risco importante quando persiste por longos períodos.
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Apesar dos perigos, os médicos destacam que o estresse não é necessariamente um inimigo. Em níveis moderados e por pouco tempo, ele ajuda o organismo a reagir diante de desafios e situações de pressão. O problema começa quando o corpo não consegue mais sair desse estado de alerta, permanecendo ativado por tempo prolongado e acumulando prejuízos que podem comprometer a qualidade de vida.


