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MP rejeita hipótese de suicídio de policial penal acusado de matar namorada em hotel

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Policial penal Tiago Sóstenes posa em academia; MP descarta suicídio após morte de namorada (Foto: Instagram)

O Ministério Público de Sergipe afirmou estar absolutamente convicto de que o policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos não tentou tirar a própria vida após matar a namorada, Flávia Barros, de 38 anos, em um hotel de Aracaju. Em nota, as promotoras responsáveis pelo caso explicaram que os ferimentos constatados no suspeito são incompatíveis com um disparo autoinfligido na cabeça. Em razão disso, o MP denunciou Tiago por feminicídio qualificado e requereu sua submissão a júri popular.

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A posição foi detalhada em coletiva ocorrida nesta terça-feira (26) na sede do órgão ministerial. Durante o encontro, o MP descartou qualquer hipótese de suicídio e reafirmou o pedido de responsabilização penal do agente. O crime, segundo a denúncia, ocorreu em março deste ano em um hotel localizado no bairro Coroa do Meio, na Zona Sul de Aracaju, onde Tiago suspeitamente atirou em Flávia durante o período de descanso dela, antes de afirmar ter se ferido.

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Segundo a promotora Luciana Duarte, as provas reunidas até o momento demonstram que Tiago não tentou se ferir intencionalmente após o crime. Ela ressaltou que as lesões não condizem com um disparo autoinfligido e que a sequência dos fatos, comprovada por perícias e laudos, indica ação exclusivamente voltada contra a vítima. Para deixar claro o que ocorreu, o órgão ministerial divulgou imagens do caso após obter autorização judicial.

A promotora Cláudia Daniela Freitas detalhou que o policial estava armado com uma pistola Glock calibre .40, arma de uso restrito cujo poder de dano é elevado. “É improvável que um disparo tão potente resultasse em lesões superficiais na própria cabeça”, disse Cláudia. Ela acrescentou que os exames apontaram a presença de estilhaços, um aspecto que, segundo as promotoras, não foi devidamente analisado durante a cirurgia a que Tiago foi submetido logo após o episódio.

Na mesma ocasião, o Ministério Público formalizou a denúncia criminal contra Tiago Sóstenes Miranda de Matos, apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Aracaju. Ele responde por feminicídio qualificado, com duas circunstâncias que agravam a pena: o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, aproveitando-se do repouso noturno, e a utilização de arma de fogo de uso restrito no contexto de violência doméstica. O MP considera esses fatores determinantes para a fase de julgamento.

A audiência de instrução foi marcada para o dia 7 de agosto, data em que serão ouvidas testemunhas, vítimas e possivelmente peritos responsáveis pela produção de novas provas relacionadas ao caso. A promotora Luciana Duarte enfatizou que o Ministério Público atuará com rigor para garantir a responsabilização plena do acusado. “O MP vai lutar de forma firme e rigorosa para que ele seja levado a júri e condenado”, afirmou, demonstrando o compromisso do órgão com a busca por justiça.

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