
Família e autoridades intensificam buscas por José Arthur (Foto: Instagram)
A família do garoto José Arthur vive uma angústia crescente desde o desaparecimento da criança, ocorrido há quase dois meses na Vila Peruana, zona rural de Eldorado do Carajás, no sudeste do Pará. A mãe, em desespero, fez um apelo emocionado por informações que possam levar às autoridades ao paradeiro do menino. A mobilização de uma força-tarefa integrada pela Polícia Civil e outras instituições regionais permanece ativa em toda a região.
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Em entrevista à repórter Rayane Pontes, da TV Correio Parauapebas, a mãe pediu que quem tiver qualquer pista compartilhe fotos e vídeos do filho nas redes sociais e denuncie imediatamente. “Quem ver ele, denuncie, pelo amor de Deus. Cada dia mais está sendo difícil. Tudo lembra ele”, disse a mulher, que revelou sentir uma dor constante ao viver sem notícias de José Arthur. “Eu estou morrendo aos poucos de não saber onde ele está, nem com quem. Já tenho dois meses longe dele”, desabafou.
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Enquanto isso, surgiu uma nova pista sobre o paradeiro do menino. De acordo com o advogado da família, Ellison Araújo, testemunhas afirmaram ter visto uma mulher carregando uma criança nos braços em outro estado. A suposta informação motivou a família a acionar profissionais de segurança da localidade apontada, além de requerer imagens junto à prefeitura para confirmar a veracidade dos relatos. As investigações prosseguem com solicitações de dados oficiais e perícias de vídeos que possam ajudar no caso.
A família também sinalizou que buscará o apoio da Secretaria de Segurança Pública do Pará caso perceba qualquer atraso ou morosidade nas diligências policiais. Esse movimento visa intensificar o acompanhamento e a pressão para que todas as linhas de investigação sejam agilizadas, garantindo mais recursos e equipes no terreno.
Dois suspeitos permanecem presos: Roselândio Castro de Almeida e Evandro Firmino da Silva, detidos com base em provas coletadas pela Polícia Civil e avalizadas pelo Ministério Público. A Justiça manteve as prisões preventivas após manifestação favorável do MP e autorização judicial. O delegado Vanir afirmou que os elementos apurados até o momento são robustos e indicam participação direta dos investigados no possível sequestro de José Arthur.
Além das prisões, a investigação conta com análise de dados de aparelhos eletrônicos apreendidos com os suspeitos, mantida em sigilo pelas autoridades. Desde o início das buscas, uma força-tarefa reúne Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica, Defesa Civil, Marinha do Brasil e especialistas de Belém. As operações incluem varreduras em áreas de mata, rios, imóveis abandonados e propriedades rurais, com o uso de drones, sonar, cães farejadores e mergulhadores. Enquanto isso, a mãe segue aguardando por qualquer informação: “A gente quer saber onde ele está e com quem. Todo dia amanhece com a esperança de uma notícia boa”, concluiu.


