
Gabriel Ganley em treino na academia pouco antes de ser encontrado morto em SP. (Foto: Instagram)
A investigação sobre a morte do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, permanece em andamento mesmo após a divulgação do atestado de óbito, que apontou como causa uma cardiomiopatia hipertrófica. Esse quadro caracteriza-se pelo espessamento anormal do músculo cardíaco, capaz de gerar morte súbita em pessoas jovens. Gabriel foi encontrado em seu apartamento na Zona Leste de São Paulo, e o laudo preliminar acendeu o sinal sobre a necessidade de análises mais detalhadas para esclarecer todas as circunstâncias do falecimento.
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O próximo estágio do inquérito depende dos resultados complementares dos exames solicitados pelo Instituto Médico Legal (IML). Os laudos deverão identificar o fator desencadeante da cardiopatia e averiguar se existiram elementos associados que contribuíram para a ocorrência do óbito. Até o momento, não há previsão para a conclusão desses pareceres, mas autoridades aguardam que os detalhes técnicos elucidem se houve alguma condição pré-existente ou intervenção externa que impactou na saúde do atleta.
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Apesar de o atestado oficial já indicar a causa primária da morte, a Polícia Civil mantém o caso como morte suspeita até a finalização integral das perícias. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o inquérito está a cargo do 57º Distrito Policial, no bairro Parque da Mooca. Segundo o órgão, “a autoridade policial realiza diligências e aguarda o resultado de laudos do IML visando o esclarecimento dos fatos”, reforçando o caráter cautelar das investigações.
Segundo o boletim de ocorrência, Gabriel foi encontrado caído de bruços na cozinha de seu apartamento, apresentando sinais de sangue na região facial e hematomas. Apesar do sangramento e do rosto avermelhado, não foram detectados indícios de violência ou arrombamento no local. A ausência de evidências externas aponta para uma eventual parada cardíaca súbita, mas as autoridades ainda não descartaram a participação de fatores externos ou intervenções não naturais.
O corpo foi localizado por um amigo, que acionou imediatamente a Polícia Militar pelo número 190. Os agentes registraram o caso no 42º Distrito Policial, em Parque São Lucas, classificando-o inicialmente como morte suspeita e considerando a possibilidade de óbito súbito sem causa definida. As equipes da perícia técnica foram ao imóvel para realizar o levantamento inicial de provas, registrar a cena e documentar qualquer vestígio relevante ao processo investigativo.
Durante a vistoria no apartamento, os peritos recolheram diversos medicamentos, entre eles substâncias apontadas no boletim de ocorrência como possivelmente anabolizantes. Essas amostras serão analisadas para determinar sua composição e uso, bem como a relação com eventuais riscos à saúde de Gabriel. O desdobramento dessas análises pode ser determinante para confirmar se houve consumo de substâncias que tenham agravado a condição cardíaca ou contribuído para a morte súbita.


