
Caso de Tainara Souza Santos segue para júri e réu permanece preso (Foto: Instagram)
A Justiça de São Paulo determinou que o caso de Tainara Souza Santos, 31 anos, morta após ser atropelada e arrastada na Marginal Tietê, em dezembro de 2025, seguirá para julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão, proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado, mantém o acusado preso e impede sua resposta em liberdade, diante da gravidade dos fatos.
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O réu, identificado como Douglas Alves da Silva, apontado como ex-companheiro da vítima, responderá por feminicídio contra Tainara e tentativa de homicídio contra Lucas Brito Galvão Silva, de 19 anos. Conforme a decisão, permanecem em curso as investigações e ele seguirá custodiado em prisão preventiva enquanto o processo se desenrola.
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A defesa de Douglas contestou a acusação, considerando “prematura” a audiência de instrução e afirmando que ainda há laudos periciais pendentes. O advogado Marcos Leal questionou a caracterização de feminicídio, alegando não haver comprovação de qualquer vínculo ou relação afetiva entre o acusado e Tainara.
Durante a audiência de instrução, realizada no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital, 12 testemunhas prestaram depoimento. O réu também foi ouvido pelos magistrados, que agora avaliarão se há elementos suficientes para levar o caso a julgamento popular.
Na fase seguinte, o Tribunal analisará a robustez das provas apresentadas tanto pelo Ministério Público quanto pela defesa. Com a homologação, Douglas será submetido ao júri popular em data a ser definida. Caso condenado por feminicídio, a pena aplicada pode variar de 20 a 40 anos de reclusão.
O crime ocorreu na madrugada de 29 de novembro, quando Tainara deixou um forró no Bar do Tubarão, no Parque Novo Mundo, Zona Norte de São Paulo. A vítima estava acompanhada de uma amiga e de um homem que, segundo familiares, envolveu-se em discussão com o acusado. Após ser atingida pelo veículo, Tainara passou 25 dias internada no Hospital das Clínicas, onde sofreu cinco cirurgias, incluindo amputações de ambas as pernas abaixo do joelho, além de procedimentos reconstructivos e traqueostomia. A jovem não resistiu às complicações e faleceu em 24 de dezembro de 2025, deixando dois filhos, um menino de 12 anos e uma menina de 7 anos.


