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Adolescente confessa ter matado a irmã, mas DNA identifica o verdadeiro autor anos depois

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Stephanie Crowe aos 12 anos e Michael Crowe durante o julgamento (Foto: Instagram)

Três adolescentes foram oficialmente declarados inocentes mais de 14 anos após terem sido acusados pelo assassinato de Stephanie Crowe, de 12 anos, ocorrida dentro de sua casa. Michael Crowe, então com 14 anos, e seus amigos Joshua Treadway e Aaron Houser passaram por momentos de angústia e medo durante as investigações, que chegaram a resultarem em confissões forçadas, segundo a família e a Justiça.

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O crime aconteceu em janeiro de 1998, em Escondido, na Califórnia, Estados Unidos. Stephanie foi encontrada morta em seu quarto, vítima de múltiplos golpes de faca. Desde o início das investigações, os policiais passaram a investigar o irmão da menina, Michael, além de Joshua e Aaron, que foram detidos dias antes sem que houvesse provas materiais ligando-os ao homicídio.

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De acordo com os registros, os jovens enfrentaram longas sessões de interrogatório sem a companhia de advogados ou responsáveis. Investigadores chegaram a alegar falsamente que encontraram vestígios de sangue de Stephanie no quarto de Michael, submetendo-o a intensa pressão psicológica até obter sua confissão. Joshua Treadway, após depoimentos exaustivos, também apresentou uma narrativa inconsistente sobre o crime. Apesar disso, não havia nenhuma evidência forense vinculando-os ao assassinato.

Em 1999, durante a seleção do júri, a história mudou de rumo. Exames de DNA identificaram sangue de Stephanie em um moletom vermelho de Richard Tuite, um morador de rua visto próximo à residência da família no dia do crime. Tuite chegou a ser detido brevemente logo após o homicídio, mas foi liberado em cerca de 20 minutos. Anos depois, novas análises confirmaram a presença de mais vestígios de sangue da adolescente em suas roupas.

Em 2004, Richard Tuite foi condenado por homicídio culposo, encerrando a identidade equivocada dos primeiros suspeitos. A família Crowe entrou com ações contra o departamento de polícia de Escondido e contra os promotores, acusando-os de coagir adolescentes a confessarem um crime que não cometeram para encobrir erros de investigação.

Em 2012, o tribunal declarou Michael Crowe, Joshua Treadway e Aaron Houser “factualmente inocentes” — um veredito raro no sistema judiciário americano. A decisão também determinou a destruição dos registros criminais dos três, marcando o encerramento de um dos maiores erros judiciais envolvendo menores nos Estados Unidos.

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