
Segurança na 72ª DP de São Gonçalo, onde o caso de bullying está sendo investigado (Foto: Instagram)
Um grave episódio de bullying envolvendo uma garota de 11 anos causou indignação na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Durante uma confraternização dentro de um condomínio, a vítima foi coagida por uma colega a ingerir fezes de cachorro, num ato de humilhação que chocou moradores e gerou grande repercussão. A cena, registrada nos corredores do condomínio, levou vizinhos a acionarem a polícia após denúncias de barulho e ofensas. As autoridades locais já iniciaram investigações para apurar responsabilidades e prevenir novos casos de violência juvenil.
++ Gretchen se revolta após crítica de médico e rebate: “Só quem me para é Deus”
De acordo com o inquérito policial, a hostilidade teria sido motivada por ciúmes envolvendo um garoto. A adolescente apontada como autora confirmou em seu depoimento que se sentiu incomodada ao ver a vítima se aproximando do jovem em questão. Enquanto isso, outra jovem presente filmou toda a agressão e compartilhou o vídeo em redes sociais, espalhando rapidamente as imagens do momento de humilhação e ampliando o constrangimento sofrido pela criança.
++ Ratinho se pronuncia após processo movido por Chico Buarque
No material audiovisual, a menina aparece cercada por um pequeno grupo de adolescentes que a pressionam verbalmente enquanto outras fazem comentários depreciativos. Mesmo diante de suplicantes pedidos para que interrompessem o ato, as agressoras mantiveram a intimidação, reforçando o sentimento de impotência e medo da vítima. O registro dentro do condomínio expõe a dinâmica de grupo que alimenta o bullying e evidencia a passividade de quem assiste sem intervir.
Em determinado instante, uma das adolescentes surge com uma sacola contendo excremento de cachorro e insiste para que a garota ingira o conteúdo, repetindo a ordem de forma sarcástica. A vítima, visivelmente constrangida, tenta recusar, mas a insistência persiste, acompanhada de risos e provocações das demais. O clima de deboche e a pressão coletiva demonstram a gravidade do ato e o impacto psicológico causado na criança de apenas 11 anos.
A 72ª Delegacia de Polícia de São Gonçalo já concluiu as investigações e encaminhará o caso ao Ministério Público para análise. Por envolver exclusivamente menores de idade, não há tipificação criminal comum em casos com adultos; contudo, as responsáveis poderão ser submetidas a medidas socioeducativas. O episódio ressalta a necessidade de políticas efetivas de prevenção ao bullying em ambientes escolares e comunitários.

