Uma nova análise química pode ter solucionado um dos maiores mistérios envolvendo Stonehenge. Pesquisadores descobriram que a famosa Pedra do Altar, localizada no centro do monumento pré-histórico, não veio do País de Gales, como se acreditava durante décadas, mas sim do nordeste da Escócia. A descoberta amplia a distância percorrida pela rocha para cerca de 700 quilômetros e levanta novas dúvidas sobre a capacidade de transporte dos povos da época.
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O estudo identificou que a composição química e a idade dos minerais presentes na pedra são compatíveis com formações da Bacia Orcadiana, na Escócia. Com isso, uma antiga teoria de que geleiras teriam levado o bloco até o sul da Inglaterra perdeu força, já que os novos modelos mostram que não existia uma rota glacial capaz de explicar todo o percurso até Stonehenge.
Diante dessa conclusão, especialistas defendem que o transporte foi realizado por seres humanos, provavelmente em diferentes etapas. A hipótese mais aceita sugere o uso de trenós, cordas, roletes e embarcações, aproveitando rios e trechos costeiros para reduzir o esforço. A operação teria exigido planejamento, organização e a participação de diferentes comunidades ao longo do caminho.
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Apesar do avanço, o trajeto exato da Pedra do Altar ainda permanece desconhecido. Para os pesquisadores, a descoberta reforça que os construtores de Stonehenge possuíam uma capacidade de logística e cooperação muito mais sofisticada do que se imaginava, além de indicar que a rocha tinha um importante valor simbólico ou ritual para as sociedades neolíticas.


