Dormir mal pode causar muito mais do que cansaço no dia seguinte. Especialistas alertam que noites de sono de baixa qualidade podem interferir diretamente no funcionamento do sistema imunológico, favorecendo processos inflamatórios e até contribuindo para o agravamento de doenças autoimunes, como lúpus, artrite reumatoide, psoríase, esclerose múltipla e doença de Crohn.
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Embora fatores genéticos tenham grande influência no surgimento dessas enfermidades, hábitos do dia a dia também desempenham um papel importante. Segundo o médico intensivista e nutrólogo William Rutzen, é durante o sono que o organismo realiza boa parte dos mecanismos responsáveis por controlar inflamações e regular a resposta imunológica. Quando esse período de recuperação é constantemente interrompido, o corpo pode perder parte da capacidade de manter esse equilíbrio.
Pesquisas apontam que a privação de sono aumenta a produção de substâncias inflamatórias, eleva os níveis de cortisol e compromete os processos naturais de reparação das células. Além disso, permanecer em constante estado de alerta e estresse favorece um ambiente inflamatório que pode agravar doenças crônicas. Para o especialista, descansar não significa apenas dormir mais horas, mas também respeitar os limites do corpo e incluir momentos de recuperação na rotina.
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Apesar dos benefícios, o especialista reforça que o descanso não substitui medicamentos nem o acompanhamento médico. Dormir bem, controlar o estresse, manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física são hábitos que atuam como aliados do tratamento, ajudando o sistema imunológico a funcionar de forma mais equilibrada e reduzindo o impacto dos processos inflamatórios no organismo.


