A resistência dos homens em procurar atendimento médico ainda é um dos maiores obstáculos para a prevenção de doenças. Segundo especialistas, muitos só marcam uma consulta quando os sintomas já estão avançados, o que pode reduzir as chances de tratamento e aumentar o risco de complicações. O problema, afirmam os profissionais, está mais ligado a fatores culturais do que à falta de informação.
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O acompanhamento com médicos deve começar ainda na infância, com o pediatra, responsável por avaliar crescimento, vacinação, desenvolvimento físico e emocional, além de identificar alterações que exigem tratamento precoce. Na adolescência, entre 12 e 18 anos, o urologista passa a fazer parte dos cuidados, orientando sobre higiene, desenvolvimento sexual, infecções sexualmente transmissíveis e outras questões importantes para essa fase.
Entre os 20 e os 39 anos, o médico de família continua sendo a principal referência para consultas preventivas, controle da vacinação e monitoramento de fatores de risco como obesidade, hipertensão, diabetes e ISTs. O urologista também ganha importância para acompanhar a saúde sexual e reprodutiva, além de investigar condições como varicocele e câncer de testículo, mais frequente em homens jovens. A partir dos 40 anos, cresce a atenção para doenças cardiovasculares, alterações no colesterol, diabetes e alguns tipos de câncer.
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Depois dos 45 anos, homens com fatores de risco devem iniciar a avaliação para o câncer de próstata, enquanto aqueles sem histórico específico costumam começar essa conversa por volta dos 50 anos. Após os 60, o acompanhamento passa a priorizar também a prevenção de quedas, a preservação da autonomia, da memória, da audição, da visão e do estado nutricional. Especialistas reforçam que manter consultas regulares é uma das formas mais eficazes de aumentar as chances de diagnóstico precoce e garantir uma vida mais saudável.


