Asteroides cruzam a vizinhança da Terra com muito mais frequência do que muita gente imagina. Embora a maioria passe a milhões de quilômetros de distância e não represente qualquer ameaça imediata, especialistas mantêm vigilância constante sobre essas rochas espaciais para identificar rapidamente qualquer mudança de trajetória. O trabalho faz parte das estratégias de defesa planetária desenvolvidas por cientistas em diferentes países.
++Parasita silencioso pode estar em bilhões de pessoas e especialistas fazem alerta global
A busca por esses objetos acontece por meio de uma rede internacional de observatórios e agências espaciais. Entre eles estão projetos como o Pan-STARRS e o ATLAS, responsáveis por grande parte das descobertas de asteroides próximos da Terra. O Brasil também participa desse monitoramento com o Observatório SONEAR, em Minas Gerais, que já colaborou na identificação de aproximadamente 50 asteroides próximos ao planeta.
Um dos exemplos recentes é o asteroide 152637 (1997 NC1), que realiza uma passagem segura a cerca de 2,56 milhões de quilômetros da Terra, distância equivalente a aproximadamente 6,6 vezes o espaço entre a Terra e a Lua. Outro nome que desperta atenção é o Apophis, cuja aproximação prevista para 2029 é considerada um dos eventos astronômicos mais importantes das próximas décadas e segue sendo acompanhada de perto pelos especialistas.
++Estudo japonês revela que dirigir carro manual pode proteger o cérebro e surpreende motoristas
Atualmente, mais de 2 mil asteroides são classificados como potencialmente perigosos por terem mais de 140 metros de diâmetro e passarem relativamente próximos da Terra. Apesar da classificação, isso não significa que estejam em rota de colisão. O objetivo do monitoramento contínuo é justamente calcular suas órbitas com precisão e garantir que qualquer risco futuro seja identificado com bastante antecedência.


