O El Niño pode chegar antes do esperado e com intensidade acima do normal. Segundo análise da MetSul Meteorologia, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial está avançando rapidamente e o fenômeno deve se consolidar entre maio e junho. A expectativa é que ele já apresente força significativa durante o inverno, cenário incomum em comparação com episódios anteriores.
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Especialistas apontam que uma gigantesca reserva de águas superaquecidas, localizada entre 100 e 250 metros abaixo da superfície do Pacífico, está migrando em direção à costa da América do Sul. Esse movimento, impulsionado pela chamada Onda de Kelvin, funciona como um enorme “pulso” de calor capaz de acelerar a instalação do El Niño e até favorecer um evento de intensidade muito forte no segundo semestre.
Os maiores impactos devem ser sentidos entre setembro e novembro. No Sul do Brasil, cresce o risco de chuvas intensas, enchentes, temporais e ciclones mais frequentes. Já no Norte e em parte do Nordeste, o fenômeno costuma provocar redução das chuvas, agravando períodos de seca, elevando o risco de queimadas e trazendo prejuízos à agricultura e ao abastecimento de água. O Sudeste e o Centro-Oeste, por sua vez, tendem a enfrentar temperaturas mais elevadas e episódios mais frequentes de calor intenso.
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O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e ocorre, em média, a cada três a cinco anos. Seus efeitos alteram padrões de chuva e temperatura em diversas partes do planeta. Desta vez, porém, a velocidade da transição após a fase de La Niña chamou a atenção dos meteorologistas e reforçou o alerta para um período de extremos climáticos nos próximos meses.


