Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, acendeu um alerta sobre comportamentos que muita gente considera normais na hora de dormir. Segundo o estudo, alguns hábitos ligados ao sono podem estar associados a um envelhecimento cerebral mais acelerado, mesmo em pessoas consideradas saudáveis.
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Os pesquisadores identificaram três sinais que merecem atenção: dificuldade frequente para pegar no sono, acordar várias vezes durante a noite e sentir sonolência excessiva ao longo do dia. De acordo com a análise, indivíduos que apresentavam essas características demonstraram indícios de um cérebro biologicamente mais envelhecido em comparação com aqueles que mantinham um padrão de sono mais estável.
Os especialistas explicam que o cérebro aproveita o período de descanso para realizar funções essenciais, como organizar memórias, recuperar estruturas celulares e eliminar resíduos acumulados ao longo do dia. Quando o sono é interrompido ou de baixa qualidade, esses processos podem ser prejudicados, favorecendo alterações relacionadas ao envelhecimento cognitivo.
Embora o estudo não comprove uma relação direta de causa e efeito, os resultados reforçam a importância de cuidar da qualidade do sono. Os pesquisadores destacam que manter horários regulares para dormir e acordar, reduzir o uso de telas antes de se deitar e criar um ambiente adequado para o descanso pode ajudar a preservar a memória, a concentração e a saúde do cérebro ao longo dos anos.


