
Homem tribal indiano leva restos mortais da irmã a banco em busca de liberação de 20 000 rúpias (Foto: Instagram)
O indiano Jitu Munda, de 59 anos, membro de uma comunidade tribal e analfabeto, protagonizou episódio inusitado ao levar os restos mortais da irmã até uma agência bancária para sacar 20 mil rúpias (aproximadamente R$ 1.057). Ele acreditava ser necessário apresentar o corpo para comprovar o óbito e liberar o valor guardado na conta da falecida. A polícia local acabou esclarecendo o equívoco e orientou o homem a emitir uma certidão de herdeiros.
++ Gretchen se revolta após crítica de médico e rebate: “Só quem me para é Deus”
Embora o caso tenha dado a volta ao mundo, Jitu não foi detido. As autoridades levaram em conta sua condição de analfabeto e desconhecimento das exigências bancárias, que culminou em um grande mal-entendido. Ele acreditava que, sem a apresentação do corpo, o banco se negaria a liberar qualquer quantia em nome da irmã.
++ Ratinho se pronuncia após processo movido por Chico Buarque
O episódio ocorreu no distrito de Patna, na região de Keonjhar, quando Jitu tentou provar a morte da irmã mais velha, que faleceu em janeiro deste ano. Sem conseguir entender as instruções do banco, ele concluiu que levar o corpo seria a única forma de atender às exigências e, assim, ter acesso ao valor presumido como herança.
De acordo com o jornal Indian Express, o homem foi informado pelos funcionários financeiros de que não havia herdeiros legais registrados nem um legatário nomeado por testamento. Por isso, a instituição se recusou a liberar os fundos apenas com o atestado de óbito, gerando confusão sobre quem poderia sacar o dinheiro e em que condições.
Diante dessa falha na comunicação, Jitu reuniu os restos mortais em um saco plástico e dirigiu-se novamente à agência, exigindo a liberação do montante em nome da irmã. O vídeo que circulou nas redes sociais mostrou o homem carregando o conteúdo mortuário pelas ruas até o banco, despertando espanto e comoção.
No desfecho, a polícia local reconheceu o erro de entendimento e orientou Jitu a buscar uma certidão oficial de herdeiros no cartório da região. Após essa orientação, os próprios agentes realizaram o sepultamento adequado do corpo da mulher, encerrando o impasse e prestando o devido amparo legal e humano ao homem.


