
Imagem forjada de Flávio Bolsonaro com Trump no Salão Oval é desmascarada (Foto: Instagram)
Uma fotografia mostrando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca viralizou nas redes sociais nesta terça-feira (26). Apesar de circular antes mesmo do encontro oficial entre o parlamentar e Trump, o registro foi desmentido por ferramentas especializadas em detecção e pela própria assessoria, sendo confirmado como conteúdo produzido por inteligência artificial. A publicação falsa chegou a ser compartilhada por apoiadores e gerou dúvida sobre a veracidade do encontro.
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O post apareceu no X, antigo Twitter, com a legenda “Urgente: Vazam primeiras imagens da reunião entre Donald Trump e Flávio Bolsonaro. E a esquerda entra em desespero” e rapidamente ultrapassou dezenas de milhares de visualizações. No entanto, análises técnicas e o próprio comunicado da assessoria do senador confirmaram que a fotografia não correspondia ao encontro real, que só aconteceu posteriormente.
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O arquivo foi submetido a diversas plataformas de detecção de conteúdo gerado por IA. O detector SynthID, desenvolvido pelo Google, identificou uma marca d’água invisível típica de imagens produzidas por inteligência artificial. Além disso, o sistema Hive Moderation apontou 99,9% de probabilidade de criação artificial, enquanto o Sightengine registrou 99% de chance de manipulação digital, reforçando a suspeita de que se tratava de um conteúdo sintético.
Em nota, a assessoria de Flávio Bolsonaro destacou que, na versão oficial do encontro, o senador usava gravata verde e amarela, e não azul como na imagem viral. A equipe também divulgou a fotografia verdadeira do Salão Oval, registrada durante a visita, e reforçou que o suposto encontro ainda não havia ocorrido no momento da circulação da montagem.
A agenda em Washington incluiu a presença de Eduardo Bolsonaro e aliados políticos. Segundo Flávio, uma das pautas foi a solicitação para que o governo americano classifique facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas. Outros temas abordados foram liberdade de expressão nas redes sociais, segurança pública e cooperação internacional, com entrega de documentos a assessores da Casa Branca.
O episódio evidencia o avanço da inteligência artificial na criação de conteúdos hiper-realistas capazes de induzir ao erro. Especialistas alertam que imagens sintéticas vêm sendo empregadas em contextos políticos para manipular narrativas e propagar desinformação. Em resposta, empresas de tecnologia e plataformas digitais intensificam o desenvolvimento de sistemas para detectar marcas invisíveis e autenticar conteúdos, visando combater a disseminação de notícias falsas.


