
Funcionária de rede varejista é indiciada por furtar R$51 mil de colega com cartão (Foto: Instagram)
A Polícia Civil do Distrito Federal instaurou inquérito para apurar o envolvimento de uma funcionária de uma rede varejista de eletrodomésticos suspeita de furtar o cartão bancário de uma colega de trabalho e movimentar aproximadamente R$ 51 mil em compras. Conforme a corporação, parte dos recursos foi utilizada para mobiliar a própria residência e custear um curso técnico de enfermagem.
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De acordo com o delegado Ataliba Neto, a investigada reteve o cartão da vítima – uma mulher de 50 anos, residente em Taguatinga – durante cerca de uma semana. Nesse intervalo, foram efetuadas diversas compras, saques e pagamentos por meio do cartão físico, sempre com uso correto da senha. Após as transações, a suspeita devolveu o plástico discretamente ao bolso da colega, sem que ela percebesse o furto.
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A vítima só tomou conhecimento do prejuízo meses depois, em novembro, ao tentar acessar a conta poupança onde guardava o dinheiro. Assustada com a quantia subtraída, ela registrou boletim de ocorrência e acionou a Polícia Civil. Nas investigações, foi constatado que parte do valor foi empregada na preparação do imóvel onde a suspeita planejava estabelecer-se após o casamento.
Entre os bens adquiridos estavam cama, geladeira, máquina de lavar, rack, eletrodomésticos pequenos e utensílios de cozinha. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa da suspeita, em Águas Lindas de Goiás, os policiais conseguiram recuperar alguns dos itens comprados indevidamente com o cartão da vítima.
Além dos eletrodomésticos, a apuração revelou que a mulher utilizou parte do dinheiro para quitar um curso técnico de enfermagem. Publicações em redes sociais indicam que ela continua frequentando as aulas. Os investigadores também identificaram movimentações superiores a R$ 6 mil por meio de maquininhas de cartão, e um comerciante relatou que a suspeita alegava usar o cartão de uma tia e pedia estorno via PIX para sua conta pessoal.
Em depoimento, a investigada negou ter cometido o crime e afirmou que terceiros teriam adquirido os móveis para ela. Contudo, notas fiscais, comprovantes de pagamento e comprovantes de entrega apontam para o nome e o endereço da suspeita, enquanto os dados bancários permanecem vinculados à vítima. O banco envolvido recusou o pedido de reembolso, justificando que todas as operações se deram com o cartão físico e a senha correta, o que afasta a hipótese de fraude eletrônica.
Batizada de Operação Verlust – termo alemão que significa “perda” –, a ação mira o desaparecimento gradual dos valores da conta da vítima. A mulher foi indiciada por furto qualificado mediante fraude continuada, cuja pena pode ultrapassar 13 anos de prisão, conforme previsto no Código Penal.


