
Maria de Fátima Matos da Silva, vítima de feminicídio em Itu (SP) (Foto: Instagram)
Um homem de 37 anos se entregou à Polícia Civil de São Paulo após confessar o assassinato da esposa, Maria de Fátima Matos da Silva, utilizando uma fita braçadeira denominada ‘enforca-gato’, normalmente empregada para fixar quadros de bicicleta. O crime teria ocorrido na residência do casal em Itu (SP) e o corpo da vítima foi encontrado às margens da Rodovia Santos Dumont (SP-075), em Campinas, depois de permanecer cinco dias oculto em uma área de vegetação.
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Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Campinas, equipes policiais localizaram o corpo no último domingo (17), nas proximidades do Aeroporto Internacional de Viracopos. No depoimento, o suspeito admitiu ter cometido o homicídio no dia 12 de maio, quando Maria de Fátima ainda estava desaparecida e familiares buscavam informações sobre seu paradeiro.
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As reportagens do Deic apontam que Maria de Fátima, natural do Ceará, mudou-se para Itu após conhecer o marido pela internet. Familiares informaram que ela esteve sem notícias por quase uma semana antes do corpo ser descoberto, o que aumentou a preocupação e levou à intensificação das buscas pelas autoridades.
De acordo com o delegado Rui Pegolo, responsável pelo caso, o homem relatou que utilizou uma tira de plástico, acessório de seu trabalho como montador de bicicletas, para estrangular a esposa. Conforme o depoimento, ele empurrou Maria de Fátima em uma escada, e ao perceber que ela convulsionava após bater a cabeça no corrimão, passou a fita pelo pescoço até a vítima não apresentar mais sinais vitais.
Após o crime, o suspeito transportou o corpo até uma área de mata em Itu, onde permaneceu escondido por três dias. Em seguida, colocou o cadáver em seu veículo e seguiu até Campinas, deixando-o às margens da pista da SP-075. A ação dificultou o trabalho investigativo e só foi solucionada com a confissão do próprio autor.
O caso foi registrado como feminicídio, ocultação de cadáver e captura de procurado. Sob sigilo, o Deic de Campinas realiza perícias, colhe depoimentos de testemunhas e aguarda laudos de necropsia para fundamentar a conclusão do inquérito. Não há previsão para o encerramento das investigações, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.


