
Padrasto é preso em Juiz de Fora suspeito de espancar enteada de 3 anos (Foto: Instagram)
Um homem de 30 anos foi detido em flagrante em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, sob suspeita de espancar a enteada de apenas 3 anos após ela urinar na cama. A menina sofreu ferimentos graves na região craniana e recebeu diagnóstico de traumatismo craniano. Em razão da gravidade do estado de saúde, ela foi transferida para um hospital com estrutura especializada em pediatria. O caso chocou a comunidade local e mobilizou equipes de saúde e segurança pública durante o atendimento.
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Conforme informou a Polícia Civil de Minas Gerais, a prisão aconteceu no último sábado (16), depois que a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência. Os agentes localizaram o suspeito no próprio hospital onde a criança recebia os primeiros socorros, momento em que efetuaram a detenção em flagrante. Ele permanece sob custódia na unidade policial enquanto as investigações seguem em segredo de Justiça.
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As apurações iniciais indicam que a menina estava sozinha com o padrasto em uma residência no bairro Borboleta, em Juiz de Fora, no momento das agressões. A mãe da criança não se encontrava no imóvel quando ocorreu a violência. Vizinhos relataram ter ouvido gritos e entraram em contato com as autoridades após perceberem sinais de aflição vindo da casa. Até o momento, não há informações sobre indícios de violência anteriores contra a criança.
Segundo a Polícia Civil, o ataque brutal teria sido motivado pelo fato de a menina ter feito xixi na cama. Após o incidente, o suspeito agrediu a enteada com golpes que resultaram em lesões incompatíveis com uma defesa natural de uma criança. Dada a extrema fragilidade física da vítima e a gravidade dos ferimentos, o delegado Leonardo Bueno qualificou a conduta como tentativa de homicídio qualificado. O inquérito policial analisa ainda se outras circunstâncias agravam a tipificação do crime.
Em razão das condições de defesa limitadas da vítima, foi decretada a prisão em flagrante por tentativa de homicídio qualificado, considerando-se a agravante do recurso que dificultou a reação da criança. O homem de 30 anos poderá responder por vários crimes, incluindo lesão corporal gravíssima e maus-tratos. Caso seja condenado, ele poderá enfrentar longa pena de reclusão, conforme prevê o Código Penal brasileiro. Durante o processo, a criança continuará sob cuidados médicos e acompanhamento de equipes do Conselho Tutelar.
O inquérito foi remetido à Delegacia Especializada em Homicídios de Juiz de Fora, que dará prosseguimento às investigações para apurar as motivações e eventuais testemunhas adicionais. Está prevista a solicitação de laudos periciais complementares e oitivas de familiares e vizinhos. O suspeito permanece recolhido na carceragem da delegacia local até definição de eventual audiência de custódia. A Justiça deverá avaliar pedidos de prisão preventiva e quaisquer medidas protetivas em favor da vítima.


