
PM desocupa Reitoria da USP na madrugada (Foto: Instagram)
Na madrugada de domingo (10), por volta das 4h15, a Polícia Militar realizou a desocupação da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), localizada no campus do Butantã, Zona Oeste de São Paulo. Segundo a corporação, cerca de 150 manifestantes foram retirados do prédio sem registro de feridos. Durante a operação, equipes da PM utilizaram câmeras corporais para documentar toda ação, sob o argumento de garantir a legalidade do procedimento.
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Estudantes que participavam do protesto relataram que a entrada dos policiais ocorreu de forma súbita, sem qualquer aviso prévio, e que agentes fizeram uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, escudos e cassetetes para conter os manifestantes. Vídeos gravados por quem estava no local e compartilhados em redes sociais mostram momentos de forte tensão, com relatos de agressões físicas e empurrões dentro dos corredores da Reitoria.
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O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP informou que vários alunos sofreram ferimentos leves, como contusões e crises de asfixia por inalação de gás, e que quatro manifestantes foram conduzidos ao 7º Distrito Policial, situado entre Lapa e Vila Romana, na capital paulista. Todos prestaram depoimento e foram liberados após prestação de esclarecimentos.
Em nota oficial, a Reitoria da USP lamentou o fato de não ter sido comunicada antecipadamente pela Secretaria de Segurança Pública sobre a reintegração de posse, destacando que comunicou o órgão ainda em 7 de maio sobre a ocupação. A universidade defendeu a manutenção do diálogo como instrumento para resolução de controvérsias e criticou o uso de força como substituição ao debate democrático no ambiente acadêmico.
De acordo com a Polícia Militar, após a retirada, uma vistoria no prédio apontou danos ao patrimônio público, com portão de acesso derrubado, portas de vidro trincadas, carteiras escolares e mesas depredadas, além de avarias na catraca de entrada. Segundo a corporação, também foram apreendidos entorpecentes, facas, canivetes, estiletes, bastões e porretes deixados no interior do edifício.
Os quatro estudantes que tiveram a prisão em flagrante comunicada por depredação de patrimônio público e alteração de limites foram liberados após identificação. A Polícia Militar afirmou que o policiamento permanece no local para garantir a ordem pública e a integridade do patrimônio, e que eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas pelas autoridades competentes.


