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Caso Gisele: prints mostram obsessão de tenente-coronel por subordinada

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Mensagens revelam investidas de tenente-coronel da PM contra soldado antes de feminicídio da esposa em SP (Foto: Instagram)

Mensagens apreendidas pela Polícia Civil de São Paulo revelam que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que tornou-se réu por feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a sargento Gisele Alves Santana, de 32 anos, manteve investidas persistentes contra uma soldado da corporação meses antes do crime ocorrido no Brás, na zona central de São Paulo.

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Segundo apuração da CNN Brasil, as conversas integram inquérito aberto depois que a militar denunciou o oficial por assédio. Entre os diálogos à disposição dos investigadores, constam solicitações ligadas ao ambiente de trabalho, propostas de favorecimento dentro da corporação e pedidos que ultrapassaram o âmbito profissional.

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Em um dos trechos analisados, o tenente-coronel sugeriu à soldado que preparasse café para os colegas e chegou a propor seu nome como “secretária”, oferta prontamente recusada pela subordinada. Os investigadores também descobriram diálogos em que ele manifestava desejo de morar próximo a ela, mencionando ter passado pela rua onde ela reside.

Em setembro de 2025, segundo o relatório policial, o oficial admitiu ter cogitado alugar um apartamento perto do endereço da soldado e afirmou que desejava estreitar o convívio fora do expediente. Apesar das negativas, ele manteve as abordagens, usando argumentos que iam do elogio profissional a iniciativas pessoais.

A perícia localizou ainda convites para encontros íntimos, declarações de afeto e mensagens em tom pessoal. Em uma dessas conversas, o tenente-coronel declarou querer acompanhá-la a missas após uma suposta “conversa com Deus”. O militar buscava projetar-se como homem “religioso”, “honesto”, “trabalhador” e “do bem”.

Em razão das investidas, a soldado solicitou afastamento das atividades e, após contato da comandante Gisele Alves Santana pelas redes sociais, a defesa apresentou queixa na Corregedoria da Polícia Militar. A denúncia inclui assédio sexual, moral, ameaça, fraude processual e descumprimento de missão; o tenente-coronel nega ter ciência do teor das acusações.

Gisele Alves Santana foi encontrada morta em 18 de fevereiro no apartamento em que morava, no Brás. O caso, inicialmente tratado como suicídio, foi reclassificado como feminicídio qualificado e fraude processual depois que perícias constataram que o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça da vítima, trajeto incompatível com um ato voluntário; também foram identificadas lesões no rosto e no pescoço e indícios de imobilização.

O militar está detido preventivamente desde março no Presídio Militar Romão Gomes. Em denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, ele responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual, enquanto a apuração sobre as investidas no ambiente de trabalho prossegue.

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