
As quatro vítimas encontradas mortas em área de mata de Bayeux (PB) (Foto: Instagram)
A Polícia Civil da Paraíba (PCPB) confirmou nesta quinta-feira (9) a participação de uma facção criminosa no homicídio de quatro trabalhadores da construção civil em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. Conforme apresentado em coletiva de imprensa, a investigação aponta que um dos líderes da organização ordenou a execução das vítimas no início de abril. Segundo as autoridades, esse mandante segue foragido, tendo se deslocado para o Rio de Janeiro, onde permanece em local incerto e não sabido.
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O inquérito conduzido pela PCPB indica que o assassinato teria origem em uma suposta dívida de drogas atribuída a Lucas Bispo, de 22 anos. As outras três vítimas — Cleibson Jaques, 31 anos; Sidclei Silva, 21; e Gismario Santos, 23 — não apresentavam qualquer envolvimento com atividades ilícitas. Até o momento, a delegacia responsável concentra esforços na identificação e na localização de todos os envolvidos na cadeia de comando da facção.
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Na quarta-feira (8), a Delegacia de Homicídios da Paraíba, em ação conjunta com a Guarda Civil Metropolitana, prendeu um suspeito no bairro Comercial Norte. Durante a abordagem, os policiais encontraram em posse do detido um aparelho telefônico pertencente a uma das vítimas. De acordo com os registros, esse indivíduo já havia sido detido anteriormente por tráfico de drogas e possui ligação direta com a organização criminosa. Outros cinco envolvidos seguem foragidos e são alvo de mandados de prisão.
Os corpos das quatro vítimas foram localizados na madrugada do dia 3 de abril em uma área de mata dentro de uma granja na capital. Todos apresentavam marcas de tiros e estavam com as mãos amarradas, indicando possível tortura prévia. A descoberta aconteceu após moradores denunciarem à Polícia Militar a presença de um veículo abandonado na região. O automóvel, sujo e com forte odor, motivou os policiais a vasculhar as imediações.
As vítimas estavam desaparecidas desde 31 de março, mas o sumiço só foi registrado oficialmente pela polícia em 2 de abril. Durante as diligências, equipes da PCPB percorreram a vegetação ao redor da granja e encontraram os cadáveres entre a folhagem. As autoridades seguem investigando o caso e buscam elucidar a motivação exata do crime, além de identificar todos os envolvidos na trama que resultou na morte brutal dos trabalhadores.

