
Lula preside reunião ministerial para anunciar substituições ministeriais (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou, nesta terça-feira (31), que ao menos 18 ministros deixarão seus postos no governo federal para concorrer nas eleições de outubro de 2026. A movimentação faz parte do cumprimento do prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral, que exige o afastamento de ocupantes de cargos públicos.
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A saída em massa está alinhada ao prazo final para desincompatibilização, que se encerra no sábado (4), e visa assegurar que os antigos ministros possam formalizar suas candidaturas dentro das regras eleitorais. Em reunião ministerial no Palácio do Planalto, Lula apresentou grande parte dos nomes que vão assumir interinamente ou de forma definitiva as pastas e enfatizou a necessidade de manter o ritmo das políticas públicas.
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Entre as principais trocas anunciadas, na pasta dos Transportes, Renan Filho sai e George Santoro assume. Em Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho dá lugar a Tomé Barros Monteiro da Franca, enquanto o Planejamento terá Bruno Moretti no lugar de Simone Tebet. No Meio Ambiente, Marina Silva deixa a função, substituída por João Paulo Capobianco, e a Casa Civil, hoje comandada por Rui Costa, passará a ser chefiada por Miriam Belchior. Na Educação, Camilo Santana cede espaço a Leonardo Barchini; no Desenvolvimento Agrário, sai Paulo Teixeira para a entrada de Fernanda Machiaveli; na Igualdade Racial, Anielle Franco abre vaga para Rachel Barros de Oliveira; na pasta dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara será sucedida por Eloy Terena; e na Agricultura, Carlos Fávaro dará lugar a André de Paula.
Outros ministérios, como Esportes, Cidades, Direitos Humanos e Pesca, também sofreram alterações em seus quadros, com secretários-executivos ou quadros técnicos assumindo as funções de forma temporária ou definitiva, conforme determinado pelo governo.
Algumas áreas ainda não têm nomes definidos para substituir os titulares atuais. É o caso da Secretaria de Relações Institucionais, ocupada por Gleisi Hoffmann, e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, sob a responsabilidade de Geraldo Alckmin, que continua interinamente. Vale lembrar que no Ministério da Fazenda a reforma ministerial já havia sido feita, com a saída de Fernando Haddad e a entrada de Dario Durigan. O governo segue em processo de reorganização para atender aos requisitos eleitorais e garantir a continuidade das políticas públicas até o pleito de outubro.

