
Bia Miranda sob mandado de busca e apreensão no Rio (Foto: Instagram)
A influenciadora digital Bia Miranda ganhou grande repercussão nas redes sociais ao publicar uma imagem em que três notas de R$ 100 penduravam num cabide, acompanhadas da frase “lavagem de dinheiro”, alusiva ao termo popular que refere-se a crimes financeiros. A postagem viralizou rapidamente, sendo compartilhada por diversos perfis e alimentando comentários sobre seu conteúdo provocativo. Horas depois, na sexta-feira (27), agentes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão em sua residência no Rio de Janeiro, dando início a uma operação que surpreendeu internautas e especialistas em segurança pública.
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Durante a operação realizada na manhã desta sexta, os agentes da Polícia Civil cumpriram mandados judiciais na casa da influenciadora, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro. No imóvel, foram localizados cerca de US$ 40 mil em dinheiro cenográfico, além de joias de luxo, um veículo de alto padrão e diversos equipamentos eletrônicos, como smartphones e notebooks. Todos os itens foram recolhidos para perícia, enquanto as autoridades apuram se essas quantias e bens têm relação direta com supostos esquemas de jogos de azar ilegais.
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Segundo as investigações, Bia Miranda utilizava as cédulas falsas em vídeos e fotos para divulgar plataformas de apostas online, atraindo seguidores por meio de promoções e links de cadastro. Em depoimento, a influenciadora admitiu que o intuito era tornar as publicações mais chamativas e gerar engajamento, mas negou envolvimento direto na administração dessas plataformas. Ainda assim, os policiais questionam se ela recebia vantagens financeiras em troca da promoção dos sites de jogos.
A operação foi conduzida pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado, à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) e integra a segunda fase da Operação Desfortuna. A primeira etapa, deflagrada em agosto de 2025, também tinha Bia Miranda como alvo, porém ela não foi localizada pelos agentes na ocasião. Agora, as autoridades aprofundam as apurações para identificar eventuais colaboradores e rastrear a origem dos recursos envolvidos.
Além da apreensão dos bens, o Ministério Público solicitou à Justiça o bloqueio imediato das contas bancárias e digitais da influenciadora como medida cautelar, com validade de 60 dias, para impedir a movimentação de valores suspeitos enquanto durarem as investigações. As equipes periciais trabalham na análise detalhada de todo o material recolhido, com foco em identificar se houve irregularidades no uso de recursos e a existência de possíveis parceiros financeiros. O processo corre em segredo de justiça, e a assessoria de Bia Miranda ainda não divulgou posicionamento oficial sobre o andamento do caso.

