
Viatura da Brigada Militar isola local onde suspeito foi detido após esfaquear o próprio cachorro em Piratini (RS). (Foto: Instagram)
Um homem de 35 anos foi detido em flagrante após assassinar o próprio cachorro a facadas em Piratini, cidade do interior do Rio Grande do Sul. O ocorrido, registrado por volta das 17h em uma residência no bairro Centro, provocou grande indignação nas redes sociais e entre vizinhos, que reforçam que o animal era tratado como “melhor amigo”. A área foi isolada pela Brigada Militar para a realização da perícia e recolha de provas. O cadáver do cão foi levado ao Instituto-Geral de Perícias (IGP) para análise pericial, que deve apontar com precisão o número de ferimentos e possíveis circunstâncias do ataque.
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Segundo a Brigada Militar, vizinhos acionaram a corporação depois de ouvirem gritos vindos da casa. Ao entrarem no local, os policiais encontraram o cachorro já sem vida, com perfurações no tronco e em membros, compatíveis com golpes de faca. Agentes fizeram registro fotográfico das lesões, apreenderam o objeto cortante sujo de sangue e registraram depoimentos de moradores que presenciaram parte da ocorrência.
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O suspeito, que permaneceu na casa quando a polícia chegou, não resistiu à prisão e foi levado à Delegacia de Polícia de Piratini. Lá, a autoridade policial lavrou o auto de prisão em flagrante por maus-tratos com resultado morte. Após os procedimentos iniciais, ele foi encaminhado à carceragem local, onde aguarda os próximos passos do inquérito, que visa apurar as circunstâncias e motivações do crime.
A legislação brasileira enquadra o ato como crime ambiental, previsto na Lei de Crimes Ambientais, e classifica maus-tratos contra animais como infração penal. Em casos com resultado morte, a pena pode chegar à reclusão, além da imposição de multa e proibição judicial de manter guarda de bichos. O Ministério Público atua como fiscal da lei, acompanhando o processo e podendo requerer medidas protetivas ou penalidades agravadas.
Em Piratini, a repercussão do caso mobilizou protetores independentes e organizações não governamentais dedicadas à causa animal. Esses grupos manifestaram apoio às investigações e declararam que acompanharão de perto as decisões judiciais, com o objetivo de assegurar que outras situações de crueldade sejam coibidas. De acordo com eles, a divulgação do crime serve também de alerta para a necessidade de denúncias imediatas e fiscalização contínua.
O inquérito instaurado pela Polícia Civil conta com perícia técnica, coleta de provas e oitivas de testemunhas, além de laudos que poderão confirmar a dinâmica do ataque. As autoridades reforçam o alerta para moradores que presenciem maus-tratos: o canal da Brigada Militar e as delegacias especializadas permanecem disponíveis para denúncias anônimas. A conclusão do processo deve indicar responsabilidades e possibilitar eventual ação penal contra o autor.

