
Ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (Foto: Instagram)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que se manifeste sobre o pedido de prisão domiciliar humanitária da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação faz parte de um procedimento em que a possibilidade de cumprimento de pena em casa é avaliada diante de eventuais riscos à saúde do político após sua transferência ao regime fechado no Distrito Federal.
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Esta já é a sexta solicitação formulada pelos advogados de Bolsonaro ao STF desde o início de sua detenção. Moraes determinou apenas a remessa do expediente ao procurador-geral, Paulo Gonet, sem estipular um prazo para resposta. A ausência de um cronograma definido costuma gerar expectativa em torno de uma decisão judicial que pode alterar as condições de prisão do ex-chefe de Estado.
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Na terça-feira (17), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho 01 do ex-presidente e pré-candidato ao Palácio do Planalto, visitou Moraes em seu gabinete para tratar especificamente do quadro clínico de Jair Bolsonaro. Segundo Flávio, a conversa foi direta e permitiu reforçar pontos já inscritos na petição da defesa, sobretudo a preocupação com a potencial piora do estado de saúde em razão do local de custódia. “O ministro nos recebeu em uma conversa objetiva, onde pudemos ressaltar a preocupação com a possível piora do estado de saúde dele por ocasião do local onde ele se encontra. Apesar de ele estar sendo bem tratado no 19º Batalhão e ter sido atendido prontamente quando passou mal da última vez”, declarou o parlamentar nas redes sociais.
Atualmente, Jair Bolsonaro está internado em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após transferência emergencial da prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como Papudinha. Ele recebeu diagnóstico de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração, o que motivou cuidados intensivos desde o agravamento do quadro clínico em 13 de março.
O boletim médico divulgado nesta sexta-feira (20) registra evolução clínica favorável, com redução dos sinais de infecção e manutenção do suporte respiratório. A equipe de saúde que acompanha o ex-presidente reforça a necessidade de monitoramento contínuo e não prevê alta da UTI em curto prazo, dadas as complicações associadas à pneumonia e ao histórico de internações anteriores.
Desde a admissão, Bolsonaro tem recebido antibioticoterapia intravenosa, suporte clínico intensivo e sessões regulares de fisioterapia respiratória e motora para prevenir complicações. Relatórios médicos encaminhados ao ministro Alexandre de Moraes sugerem que o paciente deva permanecer internado por, pelo menos, quatorze dias, até completa estabilização do quadro e redução dos riscos de reinfecção.

