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PMs tentam barrar tenente-coronel de interferir na cena do crime após morte de PM Gisele

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Tenente-coronel Geraldo Neto tenta acesso à cena do crime onde cabo Gisele Santana foi baleada (Foto: Instagram)

Novos diálogos entre o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e policiais militares revelam como o oficial tentou intervir na cena do crime após o assassinato da cabo Gisele Alves Santana, de 32 anos, baleada na cabeça dentro do apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. As conversas foram divulgadas em 18 de março, poucos dias após a prisão de Geraldo Neto por feminicídio e fraude processual.
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No primeiro registro, obtido pela Polícia Civil, o oficial insiste em entrar no imóvel logo após Gisele ser retirada em estado gravíssimo, mesmo com a cena ainda repleta de vestígios a serem periciados. Cabos de patente inferior tentam conter o coronel, lembrando-o de que qualquer conversa deveria ocorrer do lado de fora. A instrução de não adentrar o local também partiu do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo pessoal de Geraldo Neto, mas não foi acatada.
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O registro oficial descreve que o cabo responsável pela contenção chegou a apontar para outro superior e reforçar a necessidade de preservar provas, mas o tenente-coronel avançou diante dos policiais de menor patente. A entrada intempestiva gerou estranhamento entre os militares, que temiam alterações nas evidências coletadas no local.

Em um trecho do inquérito, o cabo questiona o oficial: “O senhor não quer só colocar uma camiseta e um short rapidinho?”, ressaltando a urgência de manter o ambiente intacto para a perícia. O coronel respondeu que só se sentia confortável após tomar banho, o que, na avaliação da equipe, poderia eliminar resíduos de pólvora e outros indícios essenciais.

A preocupação dos PMs ficou ainda mais evidente quando outro soldado comentou: “Se tomar banho vai perder todos os baguio [vestígios] da mão…”. Além do receio técnico, havia incômodo pelo tratamento diferenciado concedido ao oficial, visto que um militar de patente comum jamais receberia autorização para insistir em algo tão sensível.

O Ministério Público de São Paulo apontou também que Geraldo Neto fez várias ligações antes de acionar o socorro a Gisele, o que pode indicar tentativa de combinar uma versão para os fatos. Essas atitudes estão entre os principais motivos para o indiciamento por feminicídio e fraude processual.

Gisele Alves Santana foi encontrada gravemente ferida no dia 18 de fevereiro no apartamento do casal. Inicialmente tratado como suicídio, o caso mudou após a exumação do corpo e novos laudos periciais, que constataram disparo incompatível com ato voluntário e sangue em diferentes cômodos, reforçando a hipótese de homicídio.

Com a prisão decretada pela Justiça a pedido da Polícia Civil e do Ministério Público, o tenente-coronel aguarda desdobramentos da investigação. Novos exames e laudos ainda serão analisados para esclarecer por completo as circunstâncias do crime.

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