
Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é escoltado para o Hospital da Polícia Militar em São Paulo após relatar crise de ansiedade (Foto: Instagram)
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi conduzido às pressas, na tarde de quinta-feira (19), para um hospital da Polícia Militar em São Paulo, após relatar crises de ansiedade e outros sintomas psicológicos enquanto estava preso. O oficial, que até então permanecia sob custódia no sistema prisional, apresentou quadro de instabilidade emocional, o que motivou sua transferência para uma unidade médica especializada.
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O militar havia sido detido na quarta-feira (18), acusado de envolvimento na morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, vítima de um disparo na cabeça. Durante a audiência de custódia, o tenente-coronel alegou estar sofrendo de forte instabilidade psicológica, o que teria se agravado com a manutenção de sua prisão preventiva decretada pela Justiça. Mesmo indiciado, ele mantém a versão de que o episódio teria sido um suicídio praticado pela vítima.
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O caso remonta ao dia 18 de fevereiro, quando Gisele Alves Santana foi encontrada gravemente ferida no apartamento do casal, no bairro do Brás, região central de São Paulo. A soldado foi socorrida por equipes de emergência, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital. Desde então, as autoridades iniciaram um inquérito para apurar as circunstâncias que envolveram o disparo.
Inicialmente, a morte da soldado Gisele foi tratada como possível suicídio. Contudo, após requisição de exumação e a realização de novos exames periciais, foram identificadas divergências que colocaram em xeque a hipótese de ato voluntário. Laudos indicaram elementos incompatíveis com um tiro autoinfligido, o que levou o Ministério Público a revisar a qualificadora do crime.
Com base nas investigações da Polícia Civil, o tenente-coronel foi indiciado por feminicídio e por falsidade ideológica, na modalidade de fraude processual. A prisão preventiva foi decretada em atendimento a pedido formal da corregedoria da corporação, com aval do Ministério Público Estadual, diante do entendimento de risco à ordem pública e possibilidade de obstrução das apurações.
As perícias técnicas apontaram que a trajetória da bala e os ferimentos sofridos pela vítima não condizem com um disparo autoestruturado, e a presença de manchas de sangue em diferentes cômodos do imóvel reforça dúvidas sobre a dinâmica dos fatos. O caso segue em fase de coleta de provas, e novos laudos devem ser concluídos nas próximas semanas para esclarecer integralmente o que ocorreu naquela noite.

