Alain Robert, também conhecido como o “Homem-Aranha francês”, é um escalador conhecido por subir arranha-céus e edifícios ao redor do mundo usando as próprias mãos e pés, sem equipamentos de segurança. Ao longo da carreira, ele escalou mais de 160 construções, entre elas a Torre Eiffel, em Paris, o Burj Khalifa, em Dubai, e o Taipei 101, em Taiwan.
Robert passou parte da infância no sul da França, cercado por penhascos e pelas montanhas de Vercors. Apesar da proximidade com as alturas, ele tinha medo de lugares elevados e costumava ter pesadelos em que caía.
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O interesse pela escalada surgiu depois que assistiu, ainda criança, ao filme americano La neige en deuil, inspirado em um livro de Henri Troyat. A produção conta a história de dois montanhistas franceses que sobem o Mont Blanc em busca de possíveis sobreviventes de um acidente aéreo.
Aos 12 anos, Robert começou a escalar, inclusive durante o período em que participou dos escoteiros. Na adolescência, porém, surgiu o interesse pelas escaladas verticais em edifícios.
Certa vez, ao voltar da faculdade, percebeu que havia esquecido as chaves do apartamento onde morava com os pais, no sétimo andar. Em vez de procurar outra maneira de entrar, escalou os sete andares sem qualquer equipamento de segurança até chegar à residência, sob o olhar surpreso do porteiro.
Antes de começar a escalar arranha-céus, Robert construiu uma carreira como escalador de penhascos e chegou a ser considerado um dos melhores do mundo na modalidade.
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Apesar do risco envolvido, ele afirma que suas escaladas são preparadas com antecedência, algumas delas durante meses. Antes de cada desafio, utiliza uma frase como forma de preparação mental: “Eu confio em mim, vou conseguir”.
Robert também já sofreu acidentes. Em 1982, teve quedas de 15 e 20 metros que afetaram gravemente suas capacidades físicas. Mesmo assim, continuou praticando a atividade.
O francês afirma que não se considera um esportista, mas um artista, provocador e alguém que gosta de assumir desafios. Parte das ações que organiza também é destinada a causas humanitárias, com eventos voltados à arrecadação de recursos para projetos como a construção de hospitais infantis.
Sobre a relação com o perigo, Robert afirma: “Quanto maior o medo, maior o prazer”. Para ele, enfrentar situações de risco e concluir as escaladas está ligado à sensação de estar mais vivo.














