O PL acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em virtude do desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, no Carnaval do Rio de Janeiro.
A escola, que homenageou o atual chefe do Executivo com o enredo ‘Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil’, foi rebaixada para o Grupo Ouro para 2027. Na ação apresentada ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, o partido afirma que o desfile extrapolou a manifestação artística e se converteu em “apoteótica peça de marketing político-biográfico e de ataque a opositores”.
O partido diz que houve “transmutação de um desfile carnavalesco em peça político-eleitoral” e pede a preservação de documentos e dados para uma eventual Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral).
Além disto, o documento cita trechos do samba-enredo, como o coro “olê, olê, olá, Lula, Lula”, repetido ao longo dos 79 minutos de desfile, além de referências ao número 13 e à “ala 12 – Estrela Vermelha”, em alusão ao símbolo do PT, e menciona setores com críticas a adversários, pautas como o fim da escala 6 X 1, além de uma ala que tratou evangélicos em latas de conserva.
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O PL argumenta que há indícios de uso de verba pública e de estrutura do Executivo federal. A petição menciona repasse de R$ 4 milhões da Prefeitura de Niterói à escola em 2026, valor superior ao do ano anterior, além de contrato de R$ 12 milhões entre a Embratur (Empresa Brasileira de Turismo) e a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), com R$ 1 milhão destinado a cada escola do Grupo Especial.
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