Esquecer o nome de alguém logo após uma apresentação é mais comum do que parece — e, segundo especialistas, isso não tem relação direta com falta de educação ou desinteresse. Na verdade, o fenômeno está ligado ao modo como o cérebro processa e prioriza informações. Diferente de rostos, que têm áreas específicas de reconhecimento, os nomes são considerados dados abstratos, sem associação visual imediata, o que dificulta sua fixação na memória.
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Pesquisas em neurociência indicam que o cérebro humano tende a guardar com mais facilidade informações que tenham significado emocional, contexto ou utilidade prática. Como nomes próprios nem sempre carregam essas conexões no primeiro contato, eles acabam sendo “arquivados” de forma mais frágil. Por isso, é comum lembrar da profissão, do local onde conheceu a pessoa ou até de detalhes da conversa — mas não do nome.
Outro fator curioso envolve a atenção. Em muitas situações sociais, a preocupação com a própria postura, aparência ou com o que será dito em seguida consome parte da capacidade cognitiva. Com a mente dividida, o registro do nome perde força. O estresse e a ansiedade social também podem interferir diretamente nesse processo de memorização.
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A boa notícia é que existem formas de driblar essa falha natural da mente. Associar o nome a imagens, repetir em voz alta durante a conversa ou conectá-lo a algo familiar são estratégias que aumentam a retenção. No fim das contas, esquecer nomes não é sinal de descuido — é apenas um reflexo de como o cérebro humano seleciona, organiza e prioriza informações no dia a dia.
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