Uma pesquisa liderada por cientistas de Harvard mapeou dezenas de genes ligados ao Alzheimer e, mais importante, mostrou que hábitos do dia a dia podem ser a chave para manter o cérebro afiado à medida que envelhecemos — mesmo para quem tem predisposição genética à doença. O neurologista Rudolph E. Tanzi, codiretor do Centro de Saúde Cerebral no Hospital Geral de Massachusetts e professor ligado à universidade, defende que o estilo de vida importa tanto quanto os genes quando o assunto é declínio cognitivo.
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Segundo o estudo, cultivar uma rotina regular de sono, manter o corpo ativo, estimular a mente com novos aprendizados e fortalecer vínculos sociais são pilares que podem proteger funções como memória e raciocínio ao longo da vida. Dormir entre sete e oito horas por noite ajuda o cérebro — em especial durante o sono profundo — a “limpar” toxinas e proteínas relacionadas ao Alzheimer.
Atividades aeróbicas frequentes, como caminhar ou praticar exercícios que aumentam a frequência cardíaca, estimulam o crescimento de novas conexões neurais e melhoram a circulação cerebral, o que pode fortalecer a função cognitiva. Além disso, interagir com outras pessoas e aprender coisas novas estimula áreas do cérebro que, se negligenciadas, tendem a enfraquecer com o tempo.
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Especialistas ainda lembram que, combinado, esse conjunto de hábitos saudáveis parece reduzir o risco de demência e pode até retardar o aparecimento de sintomas mesmo entre quem já tem marcadores biológicos do Alzheimer — como acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau. A mensagem é clara: pequenas mudanças no cotidiano têm potencial de fazer grande diferença na saúde cerebral a longo prazo.
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