
Muitas pessoas acreditam que a ausência de dentes compromete apenas aspectos como a fala e a mastigação. No entanto, essa condição pode impactar diretamente a digestão e a absorção de nutrientes essenciais ao organismo. De acordo com a dentista Carla Sarni, quando não há reposição adequada dos dentes perdidos, o paciente tende a modificar sua alimentação, evitando alimentos mais duros, fibrosos e ricos em vitaminas. Essa mudança interfere na ingestão de micronutrientes importantes, como as vitaminas C, D e do complexo B.
Carla, que também é CEO da rede Sorridents, destaca que a mastigação inadequada dificulta o processo digestivo. Isso obriga o intestino a trabalhar mais para processar pedaços maiores de alimentos, o que prejudica a absorção de vitaminas lipossolúveis – como A, D, E e K – essenciais para o metabolismo e o sistema imunológico.
Estudos publicados na revista científica Gerodontology indicam que idosos com perda dentária têm maior propensão a problemas como refluxo, sensação de estômago cheio e alterações no funcionamento intestinal.
Para restaurar a função mastigatória de maneira eficaz, os implantes dentários são uma alternativa recomendada. Segundo Carla, esse tipo de tratamento não deve ser visto como algo estético, mas sim como uma intervenção de saúde. Ele devolve ao paciente a capacidade de mastigar corretamente, promovendo o prazer ao se alimentar, a absorção adequada de nutrientes e a melhora da qualidade de vida.
Entretanto, antes de realizar o procedimento, é fundamental adotar alguns cuidados. É necessário tratar inflamações na gengiva, controlar doenças crônicas como o diabetes e interromper o hábito de fumar. Esses fatores são determinantes para garantir o sucesso do implante, conforme explica a especialista.

