
Nos últimos anos, tem crescido o número de casos de morte súbita durante a prática de atividades físicas, frequentemente associados a problemas cardíacos silenciosos e não diagnosticados. A cardiologista Marianna Andrade, responsável pelo setor de Cardiologia do Hospital MaterDei Salvador, reforça a importância de uma avaliação médica antes do início de qualquer rotina de exercícios, especialmente com a realização de exames como eletrocardiograma de repouso e teste ergométrico.
Segundo a médica, atividades físicas de alta intensidade podem desencadear eventos fatais em pessoas com doenças cardíacas não identificadas, como miocardiopatias e obstruções nas artérias coronárias. Por isso, ela recomenda que o início da prática esportiva seja cauteloso, especialmente para indivíduos com histórico familiar de doenças cardiovasculares.
Estudos indicam que a prática regular de exercícios, mesmo em baixa intensidade, traz benefícios significativos à saúde. Pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, descobriram que entre 30 e 60 minutos semanais de atividades de fortalecimento muscular são suficientes para reduzir o risco de morte precoce em até 17%. Além disso, manter o corpo ativo pode melhorar a qualidade de vida durante a menopausa, no pós-operatório e na prevenção de fraturas ósseas, além de contribuir para o bem-estar emocional e a qualidade do sono.
Exercícios que utilizam o peso corporal, como musculação, esportes, tai chi e ioga, são recomendados para manter a saúde óssea e muscular. A prática regular ajuda também a prevenir doenças como diabetes, câncer e problemas cardíacos. Os especialistas destacam que o pico de massa muscular e óssea ocorre até os 30 anos, e após essa idade, há uma perda gradual natural, que pode ser retardada com a prática de atividades físicas.
Para quem tem problemas cardíacos, os exercícios mais indicados são os aeróbicos leves e moderados, como caminhadas, bicicleta ergométrica e treinos que combinam força e equilíbrio, sempre com acompanhamento médico.

