
Em novembro de 2024, Carolina Yesenia Lopez Figueroa, do México, procurou atendimento médico devido a dores abdominais intensas. Sem desconfiar da verdadeira causa do desconforto, ela foi surpreendida ao descobrir que estava grávida e em trabalho de parto. Em relato nas redes sociais, Carolina explicou que sentia cólicas muito fortes na parte inferior do abdômen e decidiu buscar ajuda hospitalar.
Ao ser atendida na emergência, foi cercada por oito médicos que observavam atentamente um monitor. Diante da apreensão, questionou o que estava acontecendo e recebeu a notícia inesperada: estava grávida. A jovem já se encontrava no oitavo mês de gestação e estava prestes a dar à luz, sem nunca ter percebido os sinais típicos da gravidez.

O caso de Carolina é um exemplo de “gravidez silenciosa”, condição em que a mulher não apresenta ou não percebe os sintomas comuns da gestação, como náuseas, ausência de menstruação ou movimentos do feto. A descoberta tardia da gravidez traz riscos à saúde da mãe e do bebê, já que a falta de pré-natal pode impedir o diagnóstico de doenças fetais e complicações como a pré-eclâmpsia. Também dificulta a estimativa correta da idade gestacional e o acompanhamento de possíveis emergências, como a gravidez ectópica.
Embora rara, a gravidez silenciosa reforça a importância do acompanhamento ginecológico regular, especialmente para mulheres com ciclos menstruais irregulares. Passado o susto, Carolina deixou o hospital com um bebê saudável e hoje compartilha fotos com a filha nas redes sociais, celebrando o desfecho inesperado de sua história.