Os smartwatches conquistaram espaço entre quem busca uma rotina mais saudável ao monitorar frequência cardíaca, passos, calorias e até a qualidade do sono. Apesar de serem grandes aliados da atividade física, especialistas alertam que confiar cegamente nas métricas exibidas na tela pode acabar trazendo o efeito contrário e prejudicar o desempenho durante os treinos. Segundo eles, a obsessão por cumprir metas diárias pode aumentar a ansiedade, gerar frustração e até elevar o risco de lesões.
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O principal problema surge quando o praticante passa a ignorar os sinais enviados pelo próprio corpo para seguir apenas os números registrados pelo relógio. De acordo com especialistas em Educação Física, a motivação para manter uma rotina de exercícios deve estar ligada ao bem-estar, à saúde e à satisfação pessoal, e não apenas à necessidade de bater metas estabelecidas pelos aplicativos. O uso exagerado dessas métricas pode fazer com que sentimentos de culpa apareçam sempre que um objetivo não é alcançado.
Outro ponto de atenção é o risco do chamado overtraining, condição provocada pelo excesso de treinamento e pela recuperação insuficiente. Embora os relógios inteligentes forneçam dados importantes, eles não conseguem medir fatores como estresse emocional, fadiga mental, dores musculares e outras condições que influenciam diretamente a recuperação do organismo. Por isso, insistir em treinar apenas para cumprir metas pode aumentar as chances de sobrecarga física.
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Os especialistas recomendam que o smartwatch seja utilizado apenas como uma ferramenta de apoio, nunca como a única referência para definir a intensidade dos treinos. Ouvir o próprio corpo, respeitar os períodos de descanso, estabelecer objetivos compatíveis com a realidade de cada pessoa e contar com orientação profissional continuam sendo as estratégias mais seguras para obter bons resultados sem comprometer a saúde.


