Aprender e falar mais de um idioma pode fazer muito mais do que ampliar oportunidades profissionais ou facilitar viagens. Um novo estudo internacional aponta que essa habilidade também pode retardar o envelhecimento do cérebro, fazendo com que ele pareça até 13 anos mais jovem. Os resultados foram apresentados durante um importante encontro de neurociência e chamaram a atenção da comunidade científica.
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Para chegar a essa conclusão, pesquisadores analisaram a atividade cerebral de 728 pessoas que falavam entre um e quatro idiomas. Utilizando uma técnica capaz de medir a comunicação entre diferentes áreas do cérebro, combinada com inteligência artificial, os cientistas estimaram a chamada “idade cerebral” dos participantes. A diferença foi surpreendente: quem falava duas línguas apresentou um cérebro cerca de seis anos mais jovem; três idiomas representaram aproximadamente sete anos de vantagem; e quatro idiomas chegaram a uma diferença de até 13 anos.
Os especialistas também observaram que os benefícios não dependem apenas da quantidade de idiomas aprendidos. Pessoas que adquiriram uma segunda língua ainda jovens ou alcançaram maior fluência apresentaram sinais ainda mais positivos. Segundo os pesquisadores, quanto mais profunda e duradoura é a experiência com diferentes idiomas, maior tende a ser o impacto sobre a saúde cerebral.
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Apesar dos resultados animadores, os autores reforçam que o estudo não prova que aprender idiomas, sozinho, seja responsável pelo efeito observado. Fatores como alimentação, prática de atividades físicas, vida social e outros hábitos saudáveis também influenciam o envelhecimento do cérebro. Ainda assim, os cientistas destacam que desafiar constantemente a mente por meio do aprendizado pode ser um importante aliado para preservar as funções cognitivas ao longo da vida.


