
Barney Kurowicki em foto recente – paciente morreu após receber rim contaminado pela raiva (Foto: Instagram)
O norte-americano Barney Kurowicki faleceu depois de receber um rim contaminado pelo vírus da raiva em Idaho, nos Estados Unidos. O órgão retirado pertencia a James Martin, doador que havia contraído a doença após ser mordido por um gambá. A falha nos exames de triagem para a identificação do agente viral resultou em um desfecho fatal para o paciente.
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O procedimento foi realizado no Centro Médico da Universidade de Toledo. Embora o rim tenha passado por testes de rotina para HIV e hepatites, não houve investigação específica para raiva. Essa lacuna na avaliação pré-transplante acabou permitindo que o vírus fosse transferido ao receptor sem que a equipe médica detectasse o risco.
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Poucos dias após a cirurgia, Barney começou a manifestar sintomas incomuns, incluindo tremores intensos, fraqueza nas pernas e crises de confusão mental. Além disso, desenvolveu hidrofobia – um medo avassalador de água – característica marcante da raiva em estágio avançado. A evolução rápida do quadro levou à morte do paciente, e a confirmação veio apenas após a autópsia.
Especialistas consideram esse tipo de transmissão totalmente atípica. Nos Estados Unidos, o último caso documentado de rabies transmitida por órgão transplantado ocorreu em 2013, sendo o anterior registrado em 2004. Em todas essas ocorrências, a doença mostrou-se quase sempre letal quando não houve profilaxia adequada antes ou imediatamente após a infecção.
O incidente reacendeu o debate sobre protocolos de triagem em transplantes. Profissionais de saúde defendem a inclusão de testes para raiva em doadores provenientes de áreas de risco ou que apresentam histórico de exposição a animais silvestres. A preocupação é garantir maior segurança e evitar a recorrência de contaminações tão graves.


