
Pai de menino autista é agredido por guarda municipal após pedir redução de volume de culto (Foto: Instagram)
Em Balneário Camboriú, um pai de criança autista foi agredido por um guarda municipal de folga depois de pedir a redução do volume alto de uma igreja. O episódio ocorreu na semana passada e foi registrado por câmeras de segurança. A vítima, que sofreu ferimentos na boca, precisou de seis pontos. Após o incidente, o servidor foi afastado das atividades nas ruas enquanto a Polícia Civil investiga o caso.
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Segundo o próprio Tiago Alves, pai de um menino de 9 anos no espectro autista, o barulho excessivo dos cultos da Igreja Assembleia de Deus Missão Avivlista prejudica o bem-estar do filho. De acordo com ele, nos últimos quatro anos foram registrados 17 boletins de ocorrência contra o templo. Na tarde de 18 de maio, o som alto voltou a incomodar e Tiago decidiu solicitar pessoalmente a redução do volume.
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Durante a conversa com membros da igreja, um guarda municipal que estava de folga e presente no local interveio na discussão e desferiu quatro socos contra Tiago. Ferido, o pai da criança precisou ser atendido em unidade de saúde, onde recebeu seis pontos na boca. Logo após a agressão, equipes da Guarda Municipal conduziram Tiago e o servidor público até a delegacia para o registro formal da ocorrência.
Em nota, a Prefeitura de Balneário Camboriú informou que o guarda municipal foi afastado das ruas e passa a cumprir funções internas temporariamente enquanto a investigação prossegue. O município destacou que, caso sejam comprovadas infrações disciplinares, mesmo ocorridas fora do horário de trabalho, as medidas cabíveis serão adotadas. A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que apura o caso para definir eventuais imputações penais ou administrativas.
Tiago Alves relata que mora nas imediações da igreja há cerca de 20 anos e que os problemas com o som começaram de forma esporádica, mas se intensificaram nos últimos anos. Em 2024, as perturbações sonoras motivaram a abertura de um processo na 1ª Vara Criminal da comarca local. Já em maio de 2025, o Ministério Público de Santa Catarina apresentou denúncia contra o templo por poluição sonora.
De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente, em abril deste ano uma medição acústica registrou 57,7 decibéis sem a realização de cultos, acima do limite diurno de 55 dB para a região. Nas cerimônias, os níveis chegaram a uma média de 60 dB. Após as adaptações exigidas pelas autoridades, novas perícias atestaram ruído abaixo dos limites permitidos, liberando a retomada das atividades. A igreja afirma ter cumprido todas as exigências e só comentará o caso na Justiça.


