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Megatraficante Gerson Palermo é expulso da Bolívia e levado ao Brasil em rigoroso esquema de segurança

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Gerson Palermo desembarca no Brasil sob rigorosa escolta (Foto: Instagram)

O traficante Gerson Palermo, apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi expulso da Bolívia em 27 de maio de 2026 e transferido ao Brasil sob um forte esquema de segurança internacional. A operação envolveu agentes bolivianos, da Interpol e da Polícia Federal brasileira para garantir o retorno seguro do condenado.
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Condenado a 126 anos de prisão, Palermo foi capturado na terça-feira (26) em Cotoca, região de Santa Cruz de La Sierra, após permanecer foragido por seis anos. Após sua detenção pelas autoridades bolivianas, ele seguiu diretamente para um presídio federal em Mato Grosso do Sul, onde cumprirá a pena máxima.
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Segundo a Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN), Palermo foi escoltado até o Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra, onde ocorreu a entrega formal à Polícia Federal brasileira. A aeronave da PF decolou sob rígido protocolo de segurança, com detalhes da operação mantidos em sigilo para inibir ameaças e garantir a integridade dos agentes envolvidos.

A Polícia Federal brasileira destaca que a troca de informações com as autoridades bolivianas foi crucial para localizar o foragido. A princípio, estava previsto o transporte terrestre até Corumbá, na fronteira, mas protestos e bloqueios em rodovias bolivianas forçaram a troca pelo trajeto aéreo. A mudança de plano ocorreu poucas horas antes do embarque e foi adotada para evitar riscos.

Gerson Palermo estava foragido desde fevereiro de 2020, quando deixou o Presídio Federal de Campo Grande após obter prisão domiciliar. Horas depois de ser liberado, ele rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu, tornando-se um dos criminosos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). Responde a processos por tráfico internacional de drogas, roubos, associação criminosa e participação no sequestro de um avião da Vasp no início dos anos 2000.

Com sua chegada ao Brasil, Palermo será definitivamente incorporado ao sistema penitenciário federal, em unidade de segurança máxima ainda não revelada. A Polícia Federal informou que a investigação segue em curso para identificar possíveis integrantes da rede de apoio que auxiliou sua fuga e permanência no exterior.

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