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Vídeo revela instante em que corpos apontados como de produtores de funk são achados

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Policiais escavam covas rasas em Heliópolis durante a remoção de corpos enterrados clandestinamente. (Foto: Instagram)

Imagens obtidas pelo portal Bacci Notícias registram o instante exato em que equipes da Polícia Civil encontraram quatro corpos enterrados em uma área de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, na última terça-feira (26). Segundo investigação preliminar, as vítimas teriam vínculos com o universo do funk e podem ser funcionários de uma produtora musical que estavam desaparecidos desde a semana passada. O local, próximo aos chamados “prédios redondos” em Cidade Nova Heliópolis, é administrado pela Sabesp como área de preservação ambiental.

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Nas imagens captadas, policiais civis e agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) aparecem escavando o solo com pás e enxadas até revelarem os corpos, enrolados em cobertores e depositados em covas rasas. O formato do achado reforça a suspeita de execução seguida de ocultação de cadáver. No local, também foram identificados indícios como uniformes e objetos pessoais, indicando relação com uma empresa de produção de eventos musicais.

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A investigação conduzida pela Polícia Civil trabalha com a hipótese de que os cadáveres pertençam a funcionários dessa produtora de funk, cujo sumiço foi registrado entre os dias 21 e 22 de maio. Peritos recolheram fragmentos de tecido, amostras de solo e demais vestígios para exames de DNA e análise de material biológico. A expectativa é que os laudos periciais confirmem oficialmente a identidade das vítimas e detalhem as circunstâncias dos homicídios.

Conforme apurado até o momento, um dos trabalhadores desapareceu em 21 de maio, enquanto outros dois foram dados como ausentes no dia seguinte, e um quarto colaborador também está entre os potenciais desaparecidos. Familiares dos supostos desaparecidos acompanham o desenrolar das investigações e aguardam a liberação dos corpos para reconhecimento formal. As autoridades ainda esperam o resultado dos exames para elucidar a conexão entre todos os achados.

Uma das linhas de apuração considera que o terreno pode ter sido usado como um cemitério clandestino, prática associada a crimes que buscam disfarçar a cena. O 26º Distrito Policial solicitou apoio ao 95º DP, responsável pela região, e escalou equipes do Grupo Especial de Reação e Atendimento a Crimes contra o Meio Ambiente (Geacrim) para auxiliar nas escavações. O Corpo de Bombeiros e agentes da GCM também reforçaram a ação após identificarem áreas de terra recentemente revolvidas.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) trata o caso como investigação de homicídio, com inquérito aberto para determinar motivação e autoria. Paralelamente, a Sabesp monitora as atividades em sua área de preservação ambiental, avaliando possíveis responsabilidades administrativas. Até o momento, não houve prisões, e os delegados planejam ouvir testemunhas e analisar imagens de câmeras de segurança próximas à região para avançar nas apurações.

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