
Deolane Bezerra em selfie vazia momentos antes da prisão na Operação Lado a Lado (Foto: Instagram)
A influenciadora Deolane Bezerra voltou ao foco das investigações ao ser presa na manhã de 21 de maio de 2026, durante uma ação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro com alegada ligação ao PCC. Poucas horas antes de ser detida, ela teria feito uma promessa de fé, afirmando que colocaria sua situação “nas mãos de Deus” e confiava que a verdade viria à tona.
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Na véspera da prisão, Deolane compartilhou com seus seguidores trechos de sua rotina após retornar de uma viagem à Europa. Ela mostrou detalhes da chegada ao Brasil depois de passar por Roma, na Itália, acompanhada da irmã, da filha e da sobrinha, e exibiu o cansaço de quem passou longas horas em voo de volta ao país.
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Em suas redes, a influenciadora explicou que evita avisar sobre seus deslocamentos para se proteger de energias negativas. Durante o dia, ela mostrou presentes recebidos, momentos em família e chegou a divulgar produtos de sua marca. À noite, comentou que ficaria afastada das publicações, mas prometeu retornar com mais atividades no dia seguinte. No entanto, poucas horas depois, foi surpreendida pelo cumprimento do mandado de prisão.
Daniele Bezerra, irmã de Deolane e também advogada, usou as redes para criticar a condução do caso. Ela ressaltou a gravidade de julgar pessoas antes da apresentação de provas concretas e alertou que no Brasil muitas vezes se destrói a imagem e se condena antes do contraditório. “Prisão não pode ser instrumento de pressão, marketing ou vingança social”, afirmou Daniele.
A operação que levou à prisão de Deolane contou com seis mandados de prisão preventiva e várias ordens de busca e apreensão, incluindo um contra Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC e já detido. Os alvos foram definidos a partir de documentos apreendidos em 2019 na Penitenciária II de Presidente Venceslau, que revelaram a organização interna da facção e possíveis articulações contra agentes do Estado. Entre os investigados estão familiares de suspeitos, empresas utilizadas para movimentações financeiras e imóveis ligados ao esquema.
As apurações da Operação Lado a Lado detectaram ganhos patrimoniais sem justificativa econômica, enquanto a fase Vérnix aprofundou a análise de transações e empresas suspeitas de ocultar valores. A Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões, o sequestro de 17 veículos de luxo e a restrição de quatro imóveis. Três investigados que se encontram na Itália, na Espanha e na Bolívia tiveram os nomes incluídos na Difusão Vermelha da Interpol, com o objetivo de viabilizar localização e prisão.


