
Casal suspeito de assassinar grávida e ocultar corpo é preso em Duque de Caxias (Foto: Instagram)
Um casal suspeito de assassinar uma mulher grávida de oito meses e ocultar seu corpo em uma cova rasa na Bahia em 2022 foi detido na madrugada desta quinta-feira (21) em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Os dois, que mantinham identidades falsas para escapar da Justiça, eram amigos íntimos da vítima e não aceitavam a gestação. O cadáver apresentava marcas de queimaduras por ácido.
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O crime, que passou a ser investigado há quase três anos, ganhou desfecho após uma operação conjunta entre as polícias da Bahia e do Rio de Janeiro. As pistas obtidas pelos agentes levaram ao casal, que vivia sob nomes fictícios em diferentes localidades do estado do Rio. A prisão ocorreu no bairro Vai Quem Quer, após monitoramento e trocas de informações entre as equipes.
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Conforme apurado nas investigações, tudo começou em 2022, quando a vítima desapareceu após retornar de Salvador para sua cidade natal, Presidente Tancredo Neves, no interior da Bahia. Familiares registraram boletim de ocorrência dias depois e indicaram à polícia a região da Serra do Sal, onde o corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição, enterrado em uma cova rasa.
As investigações apontam que o casal mantinha uma relação de proximidade com a mulher, mas manifestou revolta ao descobrir a gravidez. Testemunhas relataram que eles faziam ameaças constantes, afirmando que a vítima “não iria parir aquele filho”. Em depoimento, uma testemunha contou que o homem chegou a admitir, de forma velada, seu envolvimento no assassinato.
O laudo pericial concluiu que o corpo apresentava sinais de ação corrosiva provocada por substância química, provavelmente ácido. Além disso, foram encontrados fragmentos ósseos compatíveis com um feto em estágio avançado de gestação. Os resultados reforçam a hipótese de tentativa de eliminar indícios do crime antes de ocultar o cadáver no local.
A captura do casal ocorreu em uma operação articulada entre a Polícia Civil da Bahia e unidades do Rio de Janeiro, que compartilharam informações e realizaram campanas em diversos pontos até localizar os suspeitos em Duque de Caxias. Embora utilizassem documentos falsos, a investigação identificou padrões de movimentação que levaram à prisão na madrugada desta quinta-feira.
Agora, os dois responderão pelos crimes de homicídio qualificado — por motivo torpe e meio cruel — e ocultação de cadáver. A Justiça deve determinar em breve a data para audiência de custódia e outras diligências, enquanto as investigações seguem para apurar eventuais cúmplices e identificar responsabilidades por toda a trama que resultou na morte da gestante.


