
Desaparecimento de Allan e Ágatha ganha nova pista em São Paulo (Foto: Instagram)
O caso das crianças Allan Michael, de 4 anos, e Ágatha Isabelly, de 6, desaparecidas em Bacabal, no interior do Maranhão, ganhou novos contornos na última segunda-feira (18). O delegado Murilo revelou que uma testemunha afirmou ter visto as duas em um hotel na capital paulista logo após o sumiço, ocorrido em 4 de janeiro, quando os irmãos desapareceram junto do primo Anderson Kauã, de 8 anos, resgatado com vida três dias depois. A informação promete direcionar as investigações para outras regiões. Até o momento, no entanto, não há confirmação sobre a veracidade desse relato.
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Paralelamente, uma comissão da Câmara dos Deputados Federais desembarcou em Bacabal para acompanhar de perto as diligências e colher detalhes sobre as buscas. Em reunião com os delegados responsáveis, os parlamentares receberam uma rara atualização oficial do andamento do caso. “O trabalho de investigação não parou. Naquele início, a mobilização intensa para procurar as crianças parou, mas a investigação em si não parou”, destacou o delegado Murilo, reforçando a continuidade das apurações mesmo após a fase inicial de buscas.
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Uma das linhas que mais têm recebido atenção nas apurações é a possibilidade de envolvimento de uma terceira pessoa no desaparecimento. Segundo o delegado Murilo, nenhuma das vertentes está descartada, mas a maior especulação concentra-se nessa hipótese. Várias denúncias e pistas chegaram a ser analisadas, porém não foram confirmadas. Equipes chegaram a entrevistar um suspeito que, ao ser questionado, negou qualquer ligação com o caso e afirmou que não tinha condições físicas de estar no local indicado.
Entre as apurações, chamou atenção uma denúncia envolvendo um hotel em São Paulo. De acordo com relatos, um hóspede teria visto duas crianças com as características de Allan Michael e Ágatha Isabelly, idade compatível e sem identificação aparente. Uma equipe foi deslocada para checar o local e constatou que o responsável, de origem marroquina, não possuía CPF e não tinha relação com o caso. Após análises, as autoridades confirmaram que não se tratava das duas crianças desaparecidas.
As buscas em Bacabal mobilizaram mais de mil pessoas, entre voluntários, policiais civis e militares e integrantes de equipes de resgate e perícia, incluindo o coronel Túlio, que atuou no levantamento em áreas de mata. Apesar do esforço conjunto e das operações realizadas desde o início de janeiro, nenhum vestígio físico ou pista conclusiva sobre o paradeiro de Allan Michael e Ágatha Isabelly foi encontrado. O caso permanece em investigação pelas delegacias do Maranhão, que trabalham em parceria com órgãos federais e estaduais.


